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- Livro retrata Membros fundadores do CET/Centro de Estudos Territoriais
Isabel Guerra , Vítor Matias Ferreira e António Fonseca Ferreira, destacados membros do CET/Centro de Estudos Territoriais - os dois primeiros tendo sido seus fundadores -, são 3 das 41 Figuras do Pensamento Português Contemporâneo sobre Espaço, Lugar e Território retratadas nesta obra seminal, organizada por André Carmo e publicada pelas Edições Afrontamento. A participação do DINÂMIA’CET neste livro conta também com a autoria de três capítulos por quatro investigadores deste centro: Alexandra Castro , autora do capítulo sobre Vítor Matias Ferreira ; Pedro Namorado Borges e Ricardo Agarez , autores do capítulo sobre Vítor Figueiredo; Paula Guerra sobre Teresa Sá Marques; e Sandra Marques Pereira o de Isabel Guerra . A sessão de lançamento do livro, já à venda, terá lugar no dia 15 de Fevereiro às 18.00 na livraria Ferin, na Rua Nova do Almada em Lisboa. A obra será apresentada por Maria João Freiras e Paulo Areoso Freio, e ainda pelo seu coordenador André Carmo.
- Protocolo IEFP e Observatório do Emprego Jovem
IEFP e Observatório do Emprego Jovem celebram protocolo para fazer um retrato do emprego jovem O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Iscte – Instituto Universitário de Lisboa , através do Observatório do Emprego Jovem , da Unidade de Investigação DINÂMIA’CET-Iscte , celebraram um protocolo de cooperação para o desenvolvimento de estudos na área do Emprego Jovem, Desemprego Jovem, Políticas de Emprego Jovem, e dos Jovens e o Mercado de Trabalho para os próximos três anos. O objetivo do IEFP é avaliar a implementação das medidas que têm vindo a ser adotadas no âmbito desta temática pelo organismo bem como proceder à recolha de informação que possa auxiliar a tomada de decisões e a direcionar as políticas públicas mais eficazes para o cumprimento dos objetivos e metas traçados. Os estudos desenvolvidos pelo DINÂMIA’CET-Iscte , através do Observatório do Emprego Jovem (OEJ) , vão permitir um nível de caracterização e diagnóstico na área do Emprego Jovem, Desemprego Jovem, Políticas de Emprego Jovem e dos Jovens e o Mercado de Trabalho em Portugal, através da identificação de áreas de ação. “Como organismo responsável pela execução da política de emprego e formação profissional definida pelo Governo, este protocolo torna-se fundamental para avaliar e medir o verdadeiro impacto dos apoios à formação e qualificação de jovens e à sua integração no mercado de trabalho”, explicou Domingos Lopes, presidente do IEFP. Para Paulo Marques , Professor no Iscte e Coordenador do Observatório do Emprego Jovem, "os estudos visam contribuir para a fundamentação das políticas públicas relativas ao emprego jovem. Num tempo em que a melhoria das qualificações dos jovens coloca novos desafios e novas oportunidades a Portugal, julgamos ser fundamental desenvolver parcerias entre a administração pública e as universidades", afirmou o Coordenador do OEJ. Durante os três anos do protocolo, o IEFP apoiará financeiramente a realização destes estudos até ao montante global de € 75.000,00. A adequação dos estudos realizados pelo DINÂMIA’CET-Iscte será objeto de avaliação no final de cada ano.
- Estudo sobre os sem-abrigo nos Açores
Estudo contabiliza 493 pessoas em situação de sem-abrigo nos Açores Foi divulgado o relatório final do estudo À Margem – A condição de sem abrigo nos Açores . Os resultados do levantamento feito neste âmbito indicaram que existiam, em Dezembro de 2020, 493 pessoas numa condição de sem abrigo naquela região. Destas, 78,7%, estavam numa condição de sem casa, ou seja, tinham onde dormir, mas dependentes das respostas institucionais para a garantia mínima de condições de habitação; e as restantes 21,3% estavam em situação de sem teto - estariam habitualmente a dormir na rua, noutros espaços públicos, em locais precários ou em dispositivos de emergência. Os debates gerados a partir da realização de focus groups estão a permitir um aprofundamento da problemática em três campos críticos: habitação; saúde mental; e emprego e proteção social. Abordar estes temas é um desafio que foi colocado no âmbito do seminário final, realizado em Junho do ano passado, e ao qual se pretende dar seguimento – nos planos científico, institucional e organizativo. Espera-se que este estudo marque uma nova etapa na ação sobre este problema societal, aos vários níveis – regional, de ilha, municipal e local. Não se trata apenas de estudar quem está à margem da sociedade, trata-se de estudar a sociedade, a partir suas margens. Este estudo permitiu responder a uma lacuna reconhecida pela Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2017-2023 (ENIPSSA 2017-2023), permitindo realizar, pela primeira vez, um levantamento sociodemográfico das pessoas que estão em condição de sem abrigo nos Açores. Ainda assim, fica o alerta, amplamente reconhecido por atores envolvidos neste projeto: dois anos depois, os dados subestimam largamente a dimensão do fenómeno, em especial na ilha de São Miguel. A pesquisa foi promovida pela Novo Dia – Associação para a inclusão social , uma entidade que trabalha com esta população há 20 anos e foi realizada por Paulo Fontes, Helder Fernandes e Lídia Fernandes – investigadora do DINÂMIA’CET-Iscte, contado com a colaboração científica das investigadoras Ana Costa e Joana Lages do mesmo centro de investigação. O projeto foi financiada pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia dos Açores, no âmbito da Medida 1.1.c – “Implementação de Projetos de I&D” na área das Ciências Sociais e Humanas (M1.1.C/C.S./025/2019/01). Além do DINÂMIA’CET-Iscte, o projeto contou com a parceria da Cáritas de ilha de S. Miguel, Alternativa – Associação Contra as Dependências, Crescer – Associação de Intervenção Comunitária – Lisboa, e ainda com a colaboração científica do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores e do Centro Interdisciplinar em Ciências Sociais da Universidade dos Açores (CICS.UAc).
- Exposição - HESTNES FERREIRA
Exposição HESTNES FERREIRa FORMA | MATÉRIA | LUZ Inauguração 11 de fevereiro de 2023, Fundação Marques da Silva - Porto +info Curadoria: Alexandra Saraiva, Patrícia Bento d’Almeida e Paulo Tormenta Pinto A exposição HESTNES FERREIRA – FORMA | MATÉRIA | LUZ apresenta uma leitura sobre a obra do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira (1931-2018), baseada no processo deambulatório do seu trabalho, dominado pelo desenho a carvão e pela tangibilidade do corpo sobre a base onde experimentava a sua arquitetura. Um processo, profundamente disciplinar, mas sem capas, onde as decisões de projeto emergem nas manchas carregadas dos traços firmes. Formas puras, tipologias clássicas enredam-se neste processo, que se sedimenta numa arquitetura robusta, que explora as qualidades dos materiais na sua expressão natural, sem quaisquer filtros ou artifícios. A documentação exposta, em grande parte inédita, integra o acervo do arquiteto, doado à Fundação Marques da Silva em 2018. Inaugura dia 11 de fevereiro de 2023, na Fundação Marques da Silva, no Porto e estará patente até 29 de julho de 2023.
- Exposição de Fotografia
Coordenação Rolando Volzone Organização Ana Oliveira, Bruno Vasconcelos, Carla Duarte, Elisabete Tomaz, Sebastiano Raimondo Sobre a Exposição A exposição Património: O Nosso Olhar resulta de uma atividade desenvolvida por um grupo de investigadores do DINÂMIA’CET – Iscte, em parceria com a Junta de Freguesia da Misericórdia, no âmbito da Noite Europeia dos Investigadores 2022. Nesta exposição encontramos o resultado de um olhar coletivo para o património e os significados atribuídos a cada um dos elementos patrimoniais fotografados na zona envolvente do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. A exposição é composta por onze fotografias captadas e selecionadas pelos jovens que participaram na atividade. Com ela pretende-se dar visibilidade e materialidade ao olhar dos jovens sobre as diferentes dimensões do património cultural da sua cidade. Desde o início a prioridade foi criar uma ligação entre os jovens e o património cultural. Este é, por isso, o desafio ao qual esta exposição procura responder, mais do que preocupar-se com quaisquer aspetos técnicos ou estéticos relacionados com as fotografias. A inauguração ocorrerá no dia 1 de Fevereiro às 17h00 na Rua de São Marçal 7A e ficará patente até dia 20 de Fevereiro. A partir de dia 22 de Fevereiro e até ao final do mês, será possível visitar a exposição no Largo D. António de Sousa Macedo 7D.
- Encontro - Criatividade, Cultura e Território
No dia 25 de janeiro, entre as 14h30 e as 17h00, terá lugar o primeiro de uma nova série de encontros sobre Criatividade, Cultura e Território. Estes encontros bimestrais têm como objetivo dar a conhecer e discutir investigações em curso ou recentemente concluídas, desenvolvidas pelos investigadores do DINÂMIA’CET – Iscte no âmbito desta temática. Com eles pretende-se criar um espaço de partilha e de reflexão conjunta, que possa fomentar o diálogo e as sinergias entre investigadores. Programa Da revitalização urbana na Lisboa pós-EXPO’98: os festivais de arte(s) no espaço público João Concha, DINÂMIA’CET – Iscte Cultural resilience and tenacity in small/medium-sized urban environments Hugo Reis, DINÂMIA’CET – Iscte Intervalo Estudo de diagnóstico e avaliação da estratégia sobre o sector do cinema e audiovisual em Portugal: algumas conclusões e reflexões sobre um processo de pesquisa Pedro Costa, Ricardo Venâncio Lopes, Elisabete Tomaz, Rodrigo Almeida, DINÂMIA’CET – Iscte Apresentação de oportunidades e agendas de investigação Ana Oliveira e Elisabete Tomaz, DINÂMIA’CET – Iscte
- Bolsa de Investigação Archwar
Ler edital completo Anúncio na plataforma Euraxess Encontra-se aberto concurso para a atribuição de 1 Bolsa de Investigação (BI/01/2023) no âmbito do projeto “ARCHWAR - Controle e violência através da habitação e da arquitetura, durante as guerras coloniais. O caso português (Guiné-Bissau, Angola e Moçambique): documentação colonial e analise critica pós-independência”, referência PTDC/ART- DAQ/0592/2020, financiado por fundos nacionais através da FCT/MCTES. Este projeto de investigação é desenvolvido pelo DINAMIA’CET-Iscte nas seguintes condições: Áreas Científicas: Arquitectura Tipo de bolsa: Bolsa de Investigação (BI) para Mestre Requisitos de admissão: A bolsa é destinada a mestres estudantes de doutoramento ou mestres inscritos em cursos não conferentes de grau académico. Os candidatos deverão possuir: Mestrado Integrado em Arquitectura com classificação médica final de 14 valores (factor eliminatório); Domínio do Português (falado e escrito, avançado – factor eliminatório). Prazo de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto de 13 de Janeiro de 2023 a 29 de Janeiro de 2023. Ler edital completo Anúncio na plataforma Euraxess
- APRESENTAÇÃO DE NOVO MESTRADO
No próximo dia 17 de janeiro, vai decorrer no Auditório JJ Laginha do Iscte, Lisboa, a Apresentação Pública do Mestrado em Arquitetura e Cultura Visual em Lisboa, Coordenado pela Investigadora e Professora Paula André, seguida da conferência Lisboa, o Mediterrâneo e o Atlântico , proferida pela Maria Adelaide Ferreira (FCUL) . O Mestrado está integrado naEscola de Tecnologias e Arquitetura do Iscte e é apoiado pelo DINÂMIA’CET-Iscte, enquanto Unidade de Investigação Científica. + informações sobre o Mestrado em Arquitetura e Cultura Visual
- ARCHNEED - bolsa para mestre
CONSULTAR EDITAL COMPLETO ANÚNCIO EURAXESS Encontra-se aberto concurso para a atribuição de uma (1) Bolsa de Investigação (BI/08/2022) no âmbito do projeto ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945- 1985 | Arquitetura de Necessidade: Equipamento Comunitário em Portugal 1945-1985, referência PTDC/ART-DAQ/6510/2020, financiado por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), cujas premissas constam do resumo do projeto incluído no final do presente edital. O concurso rege-se pelas seguintes condições: Áreas Científicas: História; História de Arte; Arquitetura; História da Arquitetura; Urbanismo. Tipo de bolsa: Bolsa de Investigação (BI) para Mestre. Prazo de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto de 20 de Dezembro de 2022 a 8 de janeiro de 2023. CONSULTAR EDITAL COMPLETO ANÚNCIO EURAXESS
- OPERAÇÕES SAAL EM LISBOA
6 de Dezembro Iscte Auditório JJ Laginha Grande Auditório Entrada Livre Organização: Paulo Tormenta Pinto Marta Sequeira O painel da manhã, decorrerá no Auditório JJ Laginha do Iscte , contará com a presença de Alexandre Alves Costa, professor Catedrático Emérito da FAUP, figura central do SAAL no plano arquitetónico, histórico e teórico. Estará também presente Ana Drago, investigadora do DINÂMIA'CET-Iscte, especialista em políticas de habitação no período do 25 de abril. A terceira intervenção estará a cargo Alexandra Saraiva, igualmente investigadora do DINÂMIA'CET-Iscte, estudiosa da obra de Raúl Hestnes Ferreira, centrará a sua intervenção no projeto SAAL Fonsecas Calçada. A manhã terminará com a intervenção de Ricardo Santos, investigador do CEAU-Up, editor e autor do livro "Cidade Participada Arquitectura e Democracia. Operações SAAL. Oeiras" O painel da tarde, que decorrerá no Grande Auditório, será dedicado à exibição do filme "As Operações SAAL" de João Dias. Após o filme, será realizada uma mesa-redonda com a presença dos arquitetos Inês Lobo, José Neves e Ricardo Carvalho, onde se debaterá a pertinência do SAAL e sua influência na arquitetura contemporânea. PROGRAMA 9:30 - 13:00 Auditório JJ Laginha Alexandre Alves Costa Ana Drago Alexandra Saraiva Ricardo Santos 14:30 - 18:00 Grande Auditório Exibição do filme “As Operações SAAL” de João Dias Mesa-Redonda com Inês Lobo José Neves Ricardo Carvalho AS OPERAÇÕES SAAL EM LISBOA, 50 ANOS DEPOIS. Paulo Tormenta Pinto O SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local) foi um programa habitacional lançado ao abrigo das políticas democráticas, resultantes do 25 de abril de 1974. Nuno Portas, à época Secretário de Estado da Habitação nos três primeiros governos provisórios, foi o mentor desta orientação política que previa a resolução dos graves problemas habitacionais que se colocavam à sociedade portuguesa nos últimos anos do Estado Novo. A novidade do programa SAAL reside na convicção de que as soluções para ultrapassar os graves problemas de alojamento que existiam em Portugal, no último quartel do Século XX, passavam pelo empoderamento das comunidades a realojar. Deste modo, foram constituídas associações de moradores, que posteriormente dialogavam com os técnicos responsáveis pelas operações, participando nas decisões de projeto. As associações espelhavam a crença de uma organização social baseada em processos comunitários, os quais seriam igualmente vertidos para as operações de realojamento, realizadas em regra nos mesmos territórios onde os moradores residiam em precárias condições de salubridade. Num ambiente de grande instabilidade política e social e ainda com a estrutura democrática a dar os primeiros passos, o programa SAAL, enquadra um conjunto de princípios que não devem ser ignorados no modo de pensar a cidade contemporânea. Se por um lado, o envolvimento cidadão e os processos participativos, permitiram encontrar mecanismos de envolvimento das comunidades para ultrapassar a emergência que à época se vivia, por outro lado, as lógicas territoriais baseadas na ideia do espaço comum, permitiram ultrapassar a simples dicotomia entre espaço doméstico e espaço público, que ainda hoje, muitas vezes, prolifera no pensamento da cidade. As várias crises 1 que têm pautado as duas últimas décadas, têm vindo a colocar novos desafios, que moldam o pensamento sobre a cidade. Muitas das respostas às questões atuais podem ser percecionadas nos projetos que resultaram do programa SAAL. A essencialidade da construção, a infraestruturação das áreas de intervenção e a capacidade de adaptação da arquitetura às constantes necessidades dos agregados familiares são questões fundamentais, ensaiadas por uma geração de arquitetos que se afirmou no período da transição democrática. Apesar do papel de síntese protagonizado pelos arquitetos, as equipas formadas para responder a cada uma das operações, integravam também engenheiros, sociólogos, economistas, paisagistas e estagiários que realizavam trabalho de campo junto das comunidades. Estas brigadas multidisciplinares davam sequência à génese científica que Nuno Portas tinha sedimentado enquanto investigador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, onde coordenou entre 1962 e 1974, o núcleo de Pesquisa de Arquitetura, Habitação e Urbanismo. Os múltiplos contactos internacionais, permitiram-lhe, que neste período, tomasse conhecimento das experiências e do debate internacional promovido em torno do acesso à habitação e à cidade. Os textos O Direito à Cidade (1968), de Henri Lefebvre e Questão Urbana (1972) de Manuel Castells, enquadram do ponto de vista teórico e político as ações congéneres ao SAAL, levadas a cabo, nomeadamente, na América Latina e no sul da Europa, convertendo-se em manifestos para muitos dos movimentos sociais contemporâneos. O fascínio pelas lógicas neorrealistas (Roberto Rosselini, Vitório de Sica ou Luchino Visconti) apreendidas por Nuno Portas nos círculos cinematográficos constitui-se, no plano conceptual, como um alicerce fundamental para descodificar os modos de vida das comunidades mais desfavorecidas. Tal como Portas, também os arquitetos da sua geração, encontravam nesses meandros, não só argumentos para compreender os processos de segregação social impostos pelas lógicas urbanas, mas também a convicção de que a complexidade dos problemas que se colocavam, podia ser contraposta com soluções simples. A erudição dos referenciais estéticos é então cruzada com os desejos do povo, através do regresso às ferramentas essenciais da organização do espaço, como sendo: o acerto da escala, a proporção, a luz, ou a expressão dos materiais. Passados aproximadamente 50 anos desde a construção dos conjuntos promovidos ao abrigo do programa SAAL, é importante regressar aos locais, com o argumento de revisitar métodos e processos de intervenção bem como os modos de habitar que eles representam, debatendo o reforço dos vínculos destas operações com a cidade e assim trazer para cima da mesa a discussão sobre a génese do processo democrático. O SAAL teve expressão um pouco por todo o território nacional. Na região de Lisboa o programa deu origem a várias intervenções em áreas que na altura eram periféricas. As lógicas de crescimento urbano acabaram por absorver estas intervenções, mas nem sempre da melhor forma. Regressando aos bairros, projetados entre 1974 e 1976, percebe-se que em muitos casos persistem lacunas na integração morfológica destes conjuntos com a cidade. As descontinuidades são visíveis ao nível das infraestruturas, das acentuadas quebras morfológicas, ou da degradação do espaço público e do edificado. Para lá da relevância científica e política do SAAL, e da qualidade de arquitetura produzida pelos arquitetos envolvidos nas brigadas deste Serviço Ambulatório, encontramos hoje nestes bairros, tanto o espelho do idealismo da sociedade da década de 1970, como as lacunas resultantes da aceleração da economia nacional dos últimos anos. Numa época em que a habitação de promoção pública volta a fazer parte da agenda dos governantes, propõe-se como pontapé de saída da edição 2022/2023 do programa de doutoramento Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos uma observação crítica das pioneiras políticas habitacionais lançadas na aurora do processo revolucionário, encontrando aí um laboratório para percepção dos desafios em matéria da habitação que atualmente enfrentamos. 1 Terrorismo, crise financeira, crise climática, crise dos refugiados, crise sanitária, guerra na Europa. Referências bibliográficas AAVV. ‘Dossier Portugal An II’em L’Architecture d’Aujourd’hui, nº 185, 1976 Bandeirinha, José António. O Processo SAAL e a Arquitetura no 25 de Abril de 1974. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011. Burmester, Maria (coord.) O Processo SAAL: Arquitetura e participação 1974-1976. Porto: Fundação de Serralves, 2014 Caruso, Adam; Thomas, Helen (ed.). Asnago Vender and the construction of modern Milan. Zurich: gta Verlag, 2015 Castells, Manuel. Questão Urbana. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2009 [Ed. original 1972]. Dias, João (realizador). As Operações SAAL, Midas Filmes, 2007 Gehl, Jan. A Vida entre Edifícios. Lisboa: Tigre de Papel, 2017 [Ed. original 1971]. Hatch, Richard. (ed.). The scope social of architecture. United Kingdom: Van Nostrand Reinhold Company, 1984, pp. 264-265. Lefebvre, Henri. O Direito à Cidade. Porto, Editora Livraria Letra Livre, 2012 [Ed. original 1968]. Markum, Paulo. Paulo Mendes da Rocha - Conversas na Crise – Depois do Futuro. Entrevista on-line consultada 09/2020 em https://www.youtube.com/watch?v=Jvu6uW8vFEc Neves, José (coord.) O Lugar dos Ricos e dos Pobres no Cinema e na Arquitetura em Portugal. Porto: Dafne, 2017. Pinto, Paulo Tormenta; Brandão, Ana; Lopes, Sara. Nuno Portas and the Spanish influence on the definition of housing policies in Portugal in the period of democratic transition.in Pizza, Antonio; Granell, Enrique (ed). Crossing Frontiers – International Networks of Spanish Architecture (1939-1975). Madrid: Ediciones Asiméticas, 2012. (p.199-219) (http://hdl.handle.net/2117/352917) Santos, Ricardo. Cidade Participada Arquitectura e Democracia. Operações SAAL. Oeiras. Lisboa: Tinta da China, 2016









