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- Summer School - Inhabiting the Surrounds: Urbanity, Critique and Speculative Practice
Open Call until 30th April 2024 More info 23-26 SEPTEMBER 2024, TURIN 2-6 JUNE 2025, LISBON 15 SELECTED POSTDOCTORAL PARTICIPANTS | NO FEES | LEADING KEYNOTE INSTRUCTORS | COLLECTIVE STUDY | WRITING WORKSHOPS RATIONALE The event is funded by the ERC Inhabiting Radical Housing project (n. 851940). It is also supported by DIST (Polytechnic and University of Turin), DINAMIA’CET-ISCTE (Lisbon University Institute), and the ICS (University of Lisbon). What does it mean to think around habitation and its struggles, in a world where every inch of the possible seems to have been colonised by the extractive and expulsive makings of racial, financial capitalism? How to assemble, and engage with, radical modalities of use-value concerning the staples of habitation - addressing housing (in)justice, the expansion of computation, the emergent multiplicity of entities forming evercomplex ecologies - to reimagine a sense of the future in the midst of a planetary crisis? We invite early-career scholars (5 years from PhD award) working in the field of urban studies and engaging with the above questions to apply for our joint summer school. 15 participants will be selected to attend both events in Turin and Lisbon, where they will engage in a series of conversations and writing workshops aimed at the production of one or more special issues in leading journals in the field. Download PDF
- Impacto Social da Ciência – ou as formas de relação entre a Ciência e a Sociedade
Autoras: Carolina Neto Henriques Patrícia André Editorial da Newsletter DINÂMIA'CET-Iscte #83 Num momento em que assistimos à crescente disseminação da proposta de um modelo de Sociedade do Conhecimento , a ciência é cada vez mais mobilizada para produzir a evidência necessária à formulação de políticas públicas fundamentadas. Esta forma de relação entre a ciência e a sociedade – e que se traduz especificamente na interacção entre ciência e política - pede assim, cada vez mais, dispositivos de monitorização e de avaliação do trabalho que se desenvolve em centros de investigação e universidades. A formulação impacto social pretende dar conta de algumas das dimensões implicadas nesta interacção, nomeadamente das formas como a ciência e o conhecimento produzido efectivamente influenciam, fundamentam, ou intervêm nas soluções propostas para problemas societais. Mas para além desta perspectiva da ideia de impacto social - que encontra a sua linhagem, precisamente, na tradição do aconselhamento científico ou sience for policy que vem sendo consolidada de forma mais acentuada desde a segunda metade do século XX – aquilo a que temos vindo a chamar «agenda do impacto» radica hoje, também, na evolução dos modelos de financiamento que as políticas públicas para a ciência têm vindo a implementar, um pouco por todo o mundo, e que procuram na densificação da noção de impacto social medidas para a avaliação dos actores e entidades dos sistemas científicos. Parte do trabalho de um centro de investigação passa, assim, por pensar as formas como estabelece, intencionalmente, estas relações com a sociedade, de formas mais directas ou indirectas, a partir das agendas científicas da sua especialidade. No caso do DINÂMIA'CET-Iscte, a Linha Temática Reflexividade, Comunicação e Responsabilidade Social da Ciência , coordenada por nós, tem procurado desenvolver reflexões a propósito desta relação multifacetada. Não obstante termos assistido, desde 2020, a uma miragem de abrandamento das agendas científicas na sequência da disrupção causada pela pandemia de COVID-19, o certo é que não assistimos à consolidação desse movimento, tendo-se mantido com a mesma intensidade o imperativo do comentário imediato, da acção urgente e da exigência de respostas colectivas e consensuais – muitas vezes com a expectativa de contributos interdisciplinares e transdisciplinares – mas sem o tempo que seria necessário particularmente para alguns desses contributos, como aqueles das Ciências Sociais e Humanidades. A transformação das formas de avaliação do trabalho científico de centros de investigação interdisciplinares, como o DINÂMIA'CET-Iscte, onde os vários contributos das Ciências Sociais são necessariamente mobilizados para o estudo das transformações sociais, acarreta desafios particulares e contradições intrínsecas. Por um lado, o trabalho desenvolvido poderia ser potenciado num sistema que valorizasse os tempos longos, promovendo a consolidação de competências de investigação ou a reflexividade científica e individual dos investigadores; mas, por outro, as respostas são necessárias com urgência, os recursos são escassos, o trabalho mantém-se precário e o foco pode mudar a qualquer momento. A avaliação do impacto social da investigação hoje pede a formulação de narrativas , de casos de estudo e histórias de sucesso , o envolvimento de actores tradicionalmente exógenos ao processo de produção de conhecimento científico, e a consolidação de modelos de impacto próprios de cada centro e de cada actividade. Pede-se que seja identificado de forma clara o problema a ser enfrentado, a estratégia para o contributo proposto e a monitorização da mudança conseguida no final do processo. Assistimos, assim, a uma resposta paradoxal às críticas que nas últimas décadas têm sido dirigidas ao excessivo pendor quantitativo dos processos de avaliação, pois, por um lado, a «agenda do impacto» procura agora incluir abordagens qualitativas de avaliação, mas simultaneamente exige demonstrações quase silogísticas e científicas da produção efectiva de impacto social que se tenta categorizar e captar em qualificações aparentemente objectivas. Não parece, portanto, que a tensão perene entre a discricionariedade própria de muitas abordagens qualitativas e as exigências desproporcionadas das métricas quantitativas esteja em vias de ser adequadamente atenuada. Neste contexto de escassos pontos de fuga, importa reflectir estrategicamente sobre as melhores abordagens aos critérios de avaliação do impacto social do trabalho desenvolvido pelos investigadores do DINÂMIA'CET-Iscte sem comprometer a sua especificidade, resistindo ao esmagamento dos critérios bibliométricos e valorizando o contributo da investigação interdisciplinar sobre a mudança social e económica , sobre o território , ou sobre o trabalho . Nos últimos anos, o DINÂMIA'CET-Iscte tem apostado na intensificação da transferência de conhecimento para a sociedade , envolvendo actores sociais e organizações exógenas à Academia; produzindo policy papers e construindo novas metodologias que possam produzir evidência útil à criação de novas políticas públicas; organizando workshops com autoridades locais; aumentando a sua presença em domínios de acesso aberto a publicações em órgãos da comunicação social nacional; desenvolvendo trabalho de consultadoria com entidades públicas e privadas; participando em eventos em todo o território nacional; assim como organizando exposições, conversas, apresentações e sessões de trabalho com outras entidades e actores, e noutros locais fora das paredes da Academia tradicional. A avaliação do impacto das próprias políticas públicas também tem sido objecto de um forte investimento no DINÂMIA'CET-Iscte, desenvolvendo ferramentas específicas; fomentando o debate e monitorizando as relações entre as diferentes esferas da sociedade em torno de problemas particulares, como a habitação, emprego jovem, digitalização, entre outros. O envolvimento da ciência com a sociedade também tem sido feito de forma experimental a partir do envolvimento das artes e da cultura, organizando exposições e intervenções urbanas; estudando práticas de adaptação criativa às transformações societais; ou trabalhando nas fronteiras entre intervenção artística urbana e a participação cidadã, através da investigação-acção, apostando no empoderamento dos participantes e na democratização das ferramentas científicas. Fotografia: Hugo Cruz Estes exemplos, entre muitos outros trabalhos, dão-nos conta do desenvolvimento de uma estratégia tripartida multinível, onde no primeiro nível está um impacto social mais indirecto, que aposta numa disseminação de resultados que obedece aos critérios de excelência científica ; num segundo nível, um conjunto de trabalhos cujo impacto social está mais focalizado na aplicação dos resultados e na sua relevância para a acção; e um terceiro nível, onde as fronteiras entre o que é desenvolvido pela ciência e pela sociedade ficam mais difusas, mais focado na co-produção de conhecimento, com maior implicação das várias partes no desenvolvimento dos resultados, e um envolvimento mais aprofundado com a co-construção de resultados. O desafio passa agora por reflectir, e implementar, critérios próprios para a avaliação destes trabalhos, que não comprometam as suas especificidades, e que não concorram para a redução desta diversidade – rica em complementaridade – apenas a uma das suas três formas. A ciência não tem de ter uma forma preferencial, é múltipla, é rigorosa, é criativa, e é uma das melhores formas que temos – sendo apenas uma delas – de conhecer, de construir hipóteses, de testar, de pensar e de reflectir criticamente sobre o Mundo e as suas transformações. Pensemos, assim, uma estratégia de impacto social que reflicta o sentido mais radical que social pode ter, reclamando a sua dimensão colectiva, relacional e, também, laboral; e um impacto que não se possa nunca reduzir apenas a uma mensurabilidade asséptica, mas que valorize a riqueza do múltiplo e do específico, e que faça do impacto social do DINÂMIA'CET-Iscte uma questão de qualidade . Consultar newsletter #83
- Investigadores do DINÂMIA'CET-Iscte colaboram com a revista Divergente numa investigação sobre a abstenção de voto
A “A bomba relógio da abstenção” uma investigação de jornalismo de dados coordenada pela Divergente foi lançada no passado dia 16 de Fevereiro. Este trabalho contou com a colaboração científica de Sebastião Ferreira de Almeida e Margarida Perestrelo , investigadores do DINÂMIA'CET-Iscte que contribuíram ao nível do suporte metodológico e da análise estatística aplicados ao território Europeu. A DIVERGENTE, revista digital de jornalismo narrativo, acaba de publicar a primeira parte da investigação de jornalismo de dados “A bomba-relógio da abstenção”. O trabalho faz o retrato da abstenção de voto na União Europeia (UE) nos últimos 50 anos e cruza este fenómeno com diferentes indicadores demográficos e socioeconómicos nos 27 Estados-membros. Entre as conclusões que começam a ser divulgadas, estão as de que um quarto dos eleitores da UE não participam em qualquer tipo de eleição e que quase metade não vai às urnas escolher representantes para o Parlamento Europeu. Foram recolhidos dados eleitorais e indicadores demográficos e socioeconómicos dos Estados-membros da UE a nível nacional e local: 350.794.565 eleitores, 27 países, 84.716 freguesias, 697 actos eleitorais e 16 indicadores. Os portugueses nunca estiveram tão distantes da política. Nas legislativas de 2019 e 2022, 5 em cada 10 não foram às urnas. As presidenciais de 2021 tiveram a mais baixa participação em eleições nacionais na história da democracia — 60,7% dos eleitores não votaram. E nas europeias de 2019 a abstenção chegou aos 69,3%. A tendência é transversal em toda a União Europeia: nas últimas europeias, 47% dos eleitores dos 27 Estados-membros não foram às urnas e mais de 30% dos europeus não votaram para eleger o chefe de Governo. Através de uma visualização combinada e interactiva de dados, o site do trabalho permite ao leitor seleccionar vários filtros de informação e correlacioná-los com a abstenção. Nos países com maior desigualdade vota-se menos? Ter um curso superior influencia a ida às urnas? A abstenção é menor em contextos onde os salários são mais elevados? São algumas perguntas a que este trabalho jornalístico dá resposta. À escala europeia, já foram publicados os dados que permitem concluir que: As europeias são as eleições em que menos se vota. Mais de 30% dos europeus não elegeu o chefe de Governo nas últimas eleições em cada país. Nas autárquicas, a França é o país com maior abstenção. Nas próximas semanas, serão publicados os dados eleitorais que permitem identificar as 10 freguesias onde menos se vota em cada um dos Estados-membros da UE e o perfil demográfico e socioeconómico da sua população. Investigação é resultado de três anos de trabalho “A bomba-relógio da abstenção” teve início em 2021, quando a abstenção e os populismos já tomavam conta do cenário político europeu e mundial: o partido de Marine Le Pen preparava-se para ser o segundo mais votado em França, o Brasil tinha Jair Bolsonaro como presidente da República, Donald Trump terminava o mandato de quatro anos na presidência dos Estados Unidos da América, a Hungria enfrentava o autoritarismo de Viktor Orbán há mais de uma década, e Portugal registava a mais alta taxa de abstenção numas eleições nacionais desde a Revolução de 25 de Abril de 1974 — 60,7% nas presidenciais. Estava a crescer o rol de perguntas para as quais não havia resposta: Para que zonas perigosas da democracia estamos a caminhar? Que riscos enfrenta a democracia quando os cidadãos abdicam de decidir? Se as pessoas que não votam decidissem exercer esse direito, que escolhas fariam e que democracia teríamos? Quais os lugares onde o interesse pela política se desvanece? “A bomba-relógio da abstenção” é a consequência desta catadupa de inquietações. DIVERGENTE coordenou investigação que reuniu jornalistas de 16 países da UE Esta investigação de jornalismo de dados é coordenada pela DIVERGENTE, com apoio e revisão metodológica de dois investigadores do Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território, o DINÂMIA’CET-Iscte. Está a ser desenvolvida no âmbito da European Data Journalism Network, em parceria com: Are We Europe (Bélgica), Átlátszó (Hungria), Delfi Meedia (Estónia), Dataninja (Itália), Denník N (Eslováquia), Deutsche Welle (Alemanha), El Confidencial (Espanha), EUrologus (Hungria), II Sole 24 Ore (Itália), iMEdD (Grécia), NARA (Lituânia), Osservatorio Balcani e Caucaso Transeuropa (Itália), Pod črto (Eslovénia), PressOne (Roménia), Rue89 Strasbourg (França) e Voxeurop (Bélgica). "A bomba-relógio da abstenção" Site em português | abstencao.divergente.pt Site em inglês | abstencao.divergente.pt/en Imagens aqui Crédito imagens | Gonçalo Fialho Crédito ilustração | Nogueira Lopes TAGS perfis da DIVERGENTE nas redes sociais Instagram @ divergente.pt | Facebook @Divergente.pt1 Twitter @divergente_pt | LinkedIn @divergentept Contacto para entrevistas com equipa: info@divergente.pt
- Conferência Internacional KISMIF ‘DIY "Cultures, Democracy and Creative Participation"
SUBMISSÃO DE RESUMOS De 20 de agosto de 2023 a 15 de março de 2024. Website: https://www.kismifconference.com/ DATAS Warm Up: 08 de julho 2024KISMIF Summer School 2022: 09 de julho 2024KISMIF Conference: 10-13 de julho 2024 Coordenadores: Andy Bennett e Paula Guerra Download PDF O ano de 2024 marca o 10º aniversário do KISMIF e o 50º aniversário da Revolução dos Cravos em Portugal. Além disso, recordando a recente perda de Howard S. Becker, a Conferência KISMIF dedicará uma das suas linhas temáticas a contribuições científicas à obra de Becker, com o intuito de reconhecer o potencial transformador e inovador da sua investigação sociológica, destacando a importância do conceito de art worlds – entre outros – que desenvolveu e que – desde 2014 – tem servido de mote para a organização deste vasto mundo internacional conferência. Como tal, a KISMIF 2024 servirá como uma ocasião crucial de reunião e celebração. Servirá também como um momento importante para o lançamento formal da nova revista SAGE DIY, alternative cultures and society. A Conferência KISMIF 2024 oferece um fórum único no qual os participantes podem discutir e compartilhar informações sobre culturas alternativas e práticas de DIY de todo o mundo. KISMIF centra-se em práticas culturais muitas vezes opostas a formas mais convencionais, produzidas em massa e mercantilizadas de produção e mediação cultural e às ideologias anti-hegemónicas em torno de políticas estéticas e de estilo de vida que são tipicamente incorporadas na cultura DIY. KISMIF é a primeira e, até à data, única Conferência no mundo que examina a teoria e a prática da cultura DIY como uma forma cada vez mais significativa de prática cultural num contexto global. A conferência tem uma abordagem multi-/transdisciplinar, aceitando contribuições de académicos, artistas e ativistas envolvidos em todos os aspetos de cenas alternativas e culturas DIY, e baseada em várias metodologias – análises quantitativas, qualitativas e multi-metodológicas. O objetivo é discutir não só a música, mas também outros campos artísticos como cinema e vídeo, graffiti e street art, teatro e artes cênicas, literatura e poesia, rádio, programação e edição, design gráfico, ilustração, desenhos animados e comics. Procurando responder ao desejo reiterado por investigadores, artistas e ativistas presentes em edições anteriores da Conferência KISMIF, o sétimo KISMIF centrar-se-á em ‘Culturas DIY, Democracia e Participação Criativa’. Como já foi referido, a sétima edição da Conferência KISMIF marcará dois marcos decisivos: a primeira, a Conferência KISMIF completa dez anos de existência, a segunda, diz respeito à celebração dos 50 anos do fim da ditadura em Portugal. Estes dois marcos marcam também a relação temática com a democracia e a participação criativa – dois temas que norteiam a Conferência KISMIF. Desta forma, a Conferência KISMIF procura lançar uma questão sobre as formas como a arte, a cultura e a criatividade podem ser interpretadas como um ato político, face à existência, na contemporaneidade, de múltiplas formas de intervenção e resistência que, por sua vez, estão associadas a modos emergentes de DIY.
- TODAS AS ARTES | TODOS OS NOMES
IV ENCONTRO INTERNACIONAL LUSÓFONO TODAS AS ARTES | TODOS OS NOMES DESCONSTRUINDO O ANTROPOCENO. ARTE, POLÍTICA E NATUREZA SUBMISSÃO DE RESUMOS De 10 de janeiro a 15 de abril de 2024. Website: https://todasartes.eventqualia.net/ DATAS 15, 16 e 17 de julho 2024 LOCAL Faculdade de Letras da Universidade do Porto COORDENADORES: Paula Guerra e Pedro Costa Download PDF Reunindo pesquisadores brasileiros, portugueses e de outras nacionalidades, o IV Encontro Internacional da Rede Todas as Artes | Todos os Nomes, que terá lugar na cidade do Porto, nos dias 15, 16 e 17 de junho 2024, terá como mote o papel do ser humano na ecologia e na geopolítica global, mais especificamente, o seu papel no indigitamento de um processo interseccional que cruze natureza, política e a arte. O principal intuito é o de promover diálogos e reflexões em torno da desconstrução de tradições socioeconómicas e políticas, e práticas culturais e institucionais, bem como analisar e discutir criticamente estruturas normativas patriarcais. O fulcro desta chamada reside na perceção de um processo global de instabilidade que afeta diversas áreas da vivência e da ação social e humana e não-humana. Assim, ao pensarmos numa dinâmica de desconstrução da época do Antropoceno estamos, na verdade, a fomentar uma compreensão mais abrangente em torno de processos de (re)construção identitários individuais e coletivos, incluindo aspetos como o ecofeminismo, ecossistemas multidimensionais, migrações, colonialismo e pensamento decolonial, alterações climáticas, extrativismos, entre outros, envolvendo toda uma diversidade de dinâmicas que têm nas artes o seu foco de expressão mais perene e refundador. Desta forma, tem sido estimulada a apresentação de resultados de pesquisas e debates em torno da arte, dos seus espaços e hierarquias; as relações entre a arte e a esfera pública; as lógicas de espacialização e de territorialização das práticas culturais; as instituições culturais e práticas artísticas na cultura contemporânea; as conexões entre a sociologia, a antropologia e a arte contemporânea, entre outras; as artes de rua, o graffiti, a cidade e as juventudes; as paisagens urbanas, artes e as cidades; as curadorias, os engajamentos e as identidades artísticas; a crítica da arte; a diversidade cultural e artística; as identidades, as culturas, as diásporas e as nacionalidades; a arte e a globalização; a arte, a tecnologia e os (des)encantamentos do mundo; o filme documentário e narrativas etnográficas; os objetos, as memórias, as heranças e as coleções; as perspetivas sobre corpo, género e moda na contemporaneidade; os quesitos de poéticas ampliadas e da música de resistência; o teatro, a criação, a linguagem e a contestação; a festivalização, os eventos e o cosmopolitismo da cultura contemporânea; as manifestações artísticas underground e subversivas; as publicações sobre a arte e vida social; a atuação das artes na inclusão social; as relações entre dinâmicas culturais e o espaço público; as externalidades, positivas e negativas, das atividades culturais; as relações entre a atuação artística e as políticas culturais e o desenvolvimento dos territórios. Todos estes debates serão suportados pela matriz de relações poliédricas entre arte, a política e a natureza.
- Ciclo de Conferências - Século XIX Revisitado
Próximas conferências 5 de Março - 14h:30 | Auditório 4 - Iscte, Ed.1 ELIANA SOUSA SANTOS Banister Fletcher: história da arquitectura por arquitectos/as A sequência de edições do livro A History of Architecture de Banister Fletcher demonstram um século de transformação do campo da história da arquitectura. A primeira edição, com o subtítulo A Comparative Method , foi publicada em 1896. A vigésima segunda, e mais recente, edição com o título Sir Banister Fletcher’s Global History of Architecture (2019), conta com mais de 80 autores e pretende construir uma história da arquitectura global e detalhada. Nota Biográfica Eliana Sousa Santos é arquitecta, investigadora e docente. É licenciada em arquitectura pela Universidade de Lisboa (2001), mestre pela Universidade de Coimbra (2007) e doutorada pela Universidade de Londres (2010). O seu livro mais recente é Paisaje Pintoresco y estornos adequados (2023, ediciones asimétricas). É co-autora do livro Primavera Tardia: Uma Viagem Pela Memória e Paisagem do Japão (2021, Dafne), obra finalista dos prémios FAD 2022 na categoria Pensamento e Crítica. Foi a vencedora do Prémio Fernando Távora em 2017, e desde então tem publicado ensaios na imprensa. Foi comissária da exposição The Shape of Plain / A Forma Chã, apresentada no Museu Gulbenkian e projecto associado da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2016. Foi 'visiting postdoctoral fellow' na Yale School of Architecture em 2013/14. É professora auxiliar convidada na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. 12 de Março - 14:30 | Auditório JJ Laginha - Iscte, Ed.1 ANA VAZ MILHEIRO Brasil Pitoresco. Narrativas europeias sobre as cidades do novo mundo no século XIX Esta conferência aborda o modo como viajantes ocidentais, procedentes do que hoje identificamos como Norte Global, olharam para as cidades brasileiras durante Oitocentos, o século que consolidou a independência da jovem nação sul-americana. Toma de empréstimo o álbum Brazil Pittoresco (1961), primeira edição fotográficas sobre o país, da autoria do jornalista Charles Ribeyrolles (1812-1860) e do fotografo Jean-Victor Frond (1821-1881). Foi apoiada pelo Imperador D. Pedro II visando projectar uma imagem progressista sobre o Brasil na exposição Universal de Londres de 1862. O recurso a este livro é somente ilustrativo, uma vez que o que se propõe aqui, é analisar as diversas “urbanidades” brasileiras lançadas por narrativas europeias. A apresentação divide-se em quatro partes, abrindo com uma breve introdução à origem de sublime e de pitoresco que medeiam o contacto com as paisagens construídas da época. As viagens referenciadas normalizaram-se com a instalação da corte portuguesa e a abertura internacional dos portos, em 1808, prosseguindo com a independência, pós 1822, e depois com a implantação da República (1889). Mesmo que “a vista palpitasse...o grande esforço”, admitia Ribeyrolles, era a “guerra ao desconhecido ”, entendido como o que permanecia fora da racionalidade europeia. O Brasil urbano seria sem dúvida um desafio: “Há no mundo galeria mais rica...do que essa mistura de raças que traficam nos portos, nos mercados, nas praças públicas?” A partir de fontes variadas, como literatura de viagem, jornais, processos de obras e iconografia expõe-se a perplexidade causada pelas cidades brasileiras no que ofereciam de dissemelhante a estes observadores em trânsito. Nota Biográfica Investigadora Integrada do Dinâmia’cet-iscte e do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. Coordenadora de projectos de investigação financiados pela FCT (2009-2024) e pelo European Research Council (2024-2028). Ex-chair da Cost Action CA18137 (2019-2023). Investigadora-Visitante na Hebrew University of Jerusalem (2019-2020, Israel), Ghent University (2015-2016, Bélgica) e na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, (2018, Brasil), onde concluiu o PhD (2004), publicado como “A Construção do Brasil – Relações com a Cultura Arquitectónica Portuguesa” (Porto: FAUP Publicações, 2005). Em 2013, foi distinguida com o prémio de crítica e ensaísta de arte e arquitetura pela Secção Portuguesa da AICA/Fundação Carmona e Costa. Ex-Professora Associada. Leccionou história e teoria da arquitectura, entre 1994 e 2023, em instituições portuguesas como a Universidade Autónoma de Lisboa, Universidade de Évora, iscte-Instituto Universitário de Lisboa, e na Universidade de Lisboa. Foi Professora Visitante no Politecnico di Milano (ao abrigo no projecto Erasmus+) e na Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, Brasil. 20 de Março - 14:30 | Auditório C1.04 - Iscte, Ed2 JÚLIA VARELA Palacete Leitão: uma villa suburbana O Palacete Leitão foi construído entre 1904 e 1909 no Alto do Parque Eduardo VII, segundo projecto de Nicola Bigaglia. Casa isolada sobre o lote, com amplos espaços abertos no seu entorno, o Palacete Leitão é um testemunho de um projecto de cidade traçado nos finais do século XIX, numa zona central de um núcleo urbano em expansão e que se constituía como o prolongamento natural da cidade consolidada, para Norte. Cruzando urbanismo, tipologia, arquitectura e ornamento, propõe-se uma leitura deste objecto enquadrando-o nos modelos da arquitectura doméstica tardo-oitocentista, em particular num novo modo de habitar doméstico e urbano: a villa suburbana. Nota Biográfica Docente no Departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa e investigadora do Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora (CAHIA-UÉ) e do Centro de Estudos de Arquitectura Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa (CEACT-UAL). Arquitecta pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), é actualmente doutoranda em História da Arte na Universidade de Évora, e tem em curso trabalho de investigação acerca da arquitectura doméstica em Portugal do final do século XIX e início de XX no âmbito da realização de tese de doutoramento intitulada “Arquitectura, sociedade e encomenda: as casas dos roceiros de S. Tomé e Príncipe na metrópole e o apogeu do ciclo do cacau (1880-1922)”, financiado com bolsa de doutoramento atribuída pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. As áreas de investigação actuais são a História da Arquitectura e da Cidade contemporâneas, com especial enfoque no período do virar dos séculos XIX-XX. 17 de Abril - 14:30 | Auditório C1.04 - Iscte, Ed2 JOÃO QUINTELA Da lógica estrutural à poética espacial através dos conceitos de forma-núcleo e forma-artistica Sobre o Ciclo O século XIX é muitas vezes entendido do ponto de vista da História da Arquitectura como uma espécie de “catapulta” para o século XX, ou, noutro sentido, como um hiato entre o Iluminismo e o Modernismo. No entanto, neste século de rápidas transformações e numa Europa palco de uma verdadeira revolução industrial, política, cultural e social, foram feitas algumas das experiências arquitectónicas e urbanísticas mais relevantes de sempre, protagonizadas pelos que então procuravam responder a uma sociedade em ebulição. Estações ferroviárias, óperas, museus e prisões são apenas alguns dos novos programas a que havia que dar resposta, ao mesmo tempo que se procurava criar um novo modelo de cidade. Século XIX Revisitado consiste num conjunto de cinco conferências que procura abarcar a complexidade deste período, reunindo investigadores tão notáveis como Maria Pia Fintana , Miguel Mayorga , Eliana Sousa Santos , Ana Vaz Milheiro, Júlia Varela e João Quintela . Centrando a discussão em cinco temas principais – de Lisboa ao Brasil; do Palacete Leitão ao plano para Barcelona, de Gotfried Sempe a Banister Fletcher – procura-se analisar os modelos propostos, não apenas do ponto de vista histórico, como também a partir de um olhar contemporâneo, aferindo a sua eventual actualidade e vigência. Marta Sequeira – que apresentará cada uma das sessões e moderará o debate final com o público – é a curadora deste ciclo, organizado no âmbito do Curso de Mestrado Integrado em Arquitectura do Iscte Instituto Universitário de Lisboa em Portugal. Século XIX Revisitado é aberto ao público em geral, e a entrada é livre.
- Graduate Tracking Portugal 2022
Paulo Marques participa na sessão de apresentação dos resultados Em 2022, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) recolheu mais de 35 mil questionários a diplomados do ensino superior com o intuito de averiguar a situação dos recém-diplomados no mercado de trabalho. Este estudo - Graduate Tracking Portugal 2022 – enquadra-se na iniciativa Eurograduate, lançada pela Comissão Europeia. A partir dos dados recolhidos, foi elaborado um relatório que será apresentado dia 12 de janeiro de 2024, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Paulo Marques, coordenador do OEJ, foi um dos especialistas convidados a debater os resultados. Pode consultar o programa completo aqui. Pode assistir ao evento completo aqui
- “Open Cloister”_Walk & Talk
[ver versão portuguesa da notícia] Activity opens the project to the local community – “Open Cloister” – February 24, Convent of Nossa Senhora da Graça (Torrão) On february 24th, the transHERITAGE project opens its activities to the local community of Torrão, with “Open Cloister”. It consists of 2 visits to the Convent of Nossa Senhora da Graça, guided by specialists: between 11am and 12am, and 3pm and 4pm, you can find out a little more about the restoration works now taking place, and to uncover a little bit of the history of this convent. This action aims to raise awareness, of the religious heritage existing in Torrão and to encourage the community to participate in the co-creation workshop on March 9th, gathering their individual and collective memories about these spaces. VERSÃO PORTUGUESA Atividade de abertura do projeto à comunidade local – “Claustro Aberto” – 24 de fevereiro, Convento de Nossa Senhora da Graça (Torrão) No dia 24 de fevereiro o projeto transHERITAGE abre as suas atividades à comunidade local do Torrão, com “Claustro Aberto”. Trata-se de 2 visitas ao Convento de Nossa Senhora da Graça, guiadas por especialistas: entre as 11h e as 12h, e entre as 15h e as 16h, pode-se saber um pouco mais das obras de restauro a decorrer e desvendar um pouco da história deste espaço. Esta ação pretende sensibilizar a população para o património religioso existente no Torrão e incentivá-la a que participe na oficina de co-criação de dia 9 de março, reunindo as suas memórias individuais e coletivas sobre esses espaços.
- Artigo de Tiago Mendes para a Comunidade Cultura e Arte sobre as medidas para o sector cultural e artísticos pelos partidos políticos
"Este artigo reúne a grande maioria das medidas políticas para o sector cultural e artístico propostas pelos partidos políticos com assento parlamentar nos programas eleitorais para as eleições legislativas de 2024, que acontecem a 10 de Março. Ao invés de se listar o programa eleitoral de cada partido, optou-se pelo cruzamento dos vários programas, procurando agregar as medidas nos respetivos subsetores e/ou áreas de governação; colocando lado a lado – ora em concordância ora em confronto – as propostas de cada partido sobre cada matéria específica. Foram incluídos não só o sector da cultura e das artes, mas também o da comunicação social, na medida em que esta área se encontra atualmente sob a alçada do membro de governo com a tutela da cultura. Acreditamos que o exercício de cruzamento de medidas de política sobre matérias comuns, propostas por partidos de espectros ideológicos tão distintos, enriquece a maturação da nossa consciência democrática e pode ajudar-nos a procurar vias construtivas de valorização do serviço público no campo das artes e da cultura." Autor: Tiago Mendes Fonte: https://comunidadeculturaearte.com/eleicoes-legislativas-2024-propostas-dos-partidos-politicos-para-a-cultura/
- Apresentação do CoVE - Centro de Excelência Profissional - Fábrica de Competências do Futuro
20 de fevereiro de 2024 15h00 - 17h30 Auditório A302 CVTT - Centro de Valorização do Conhecimento e Transferência de Tecnologia Edifício IV, Iscte, Lisboa Evento criando no âmbito do projeto CATALYST tem como objetivo apresentar o Centro de Excelência Profissional (CoVE) - Fábrica de Competências do Futuro Esta entidade pretende antecipar e suportar o desenvolvimento de competências (de profissionais e de estudantes) que possam preparar as organizações para os desafios do futuro que se colocam aos novos modelos de negócio e às políticas públicas, nomeadamente na área da sustentabilidade, transformação digital e gestão do capital intelectual. Este evento é organizado pelo DINÂMIA'CET-Iscte, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, ICAA – Associação para a Gestão do Capital Intelectual e CENTIMFE - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, como fundadores do CoVE. Consultar programa









