top of page

Centre for Socioeconomic and Territorial Studies

SEARCH RESULTS

923 results found with an empty search

  • 1º workshop realizado no âmbito do projeto HybGen no dia 11 de maio

    VIVER TRABALHAR CUIDAR Como respondem os jovens adultos aos múltiplos desafios que enfrentam? 11 de Maio - 15:00 - 18:00 Centro de Inovação da Mouraria Travessa dos Lagares, 1 Lisboa No próximo dia 11 de maio vai ter lugar no Centro de Inovação da Mouraria o 1º workshop realizado no âmbito do projeto HybGen que tem como objetivo discutir os atuais desafios que os jovens adultos da região de Lisboa estão a enfrentar no acesso à habitação e ao trabalho, bem como as estratégias que adotam e respetivo cruzamento com as exigências da transição ecológica e do cuidado verde urbano. O workshop colaborativo será moderado e facilitado por Maria Assunção Gato, Investigadora do DINÂMIA'CET-Iscte, Instituto Universitário de Lisboa, e integra o projeto HybGen, no âmbito da iniciativa bilateral entre Lisboa e Oslo, financiada pela EEA Grants Portugal. Os jovens adultos (20-35 anos) tendem a ser mais propensos à adoção de novas tendências e estilos de vida passíveis de serem caracterizados como híbridos, na medida em que articulam flexibilidade, mobilidade e digitalização para compor novas respostas aos desafios que enfrentam atualmente, sobretudo em matéria de habitação e trabalho. Para além das dificuldades no acesso à habitação e a um emprego estável e com um salário digno, os jovens adultos estão também a ser confrontados com a necessidade de dedicar mais atenção à transição ecológica e a adotar uma série de comportamentos que vão exigir mudanças e compromissos substanciais nos estilos de vida. Apesar dos correntes debates em torno da hibridização, permanece a incerteza sobre a forma como este conceito se manifesta nos estilos de vida dos principais protagonistas destas tendências. Adicionalmente, não é claro como estes estilos de vida se cruzam com a transição ecológica e a consciência sobre a necessária mudança de comportamentos, especialmente em regiões urbanas distintas como Lisboa e Oslo. Este é um dos principais objetivos do HybGen e será fundamental contar com a colaboração de muitos jovens adultos (e adultos jovens) neste Workshop.

  • 2ª seminário ‘Regressando à Cidade Habitacional da década de 1970’

    O 2ª seminário ‘Regressando à Cidade Habitacional da década de 1970’ está inserido no programa de Doutoramento Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos. Terá lugar no auditório A 303 edifício 4 do Iscte (CVTT), no próximo dia 22 de maio de 2024, pelas 15h00. A entrada é livre   Participarão os investigadores Ana Vaz Milheiro, Inês Lima Rodrigues, João Cardim e Rui Mendes.   Sinopse: Passadas cinco décadas, interessa-nos voltar aos conjuntos habitacionais onde foi ensaiada a  ‘arquitetura nova’ que alicerçou a paisagem do pós 25 de Abril.  Serão revisitados métodos e processos de intervenção bem como os modos de habitar. Esta é também uma oportunidade para aprofundar o pensamento que à época se formulava sobre as áreas suburbanas, áreas essas que atualmente se diluem na mancha de expansão urbana, nem sempre da melhor forma. Em muitos casos, persistem lacunas na integração morfológica destes conjuntos com a própria cidade. As descontinuidades são visíveis ao nível das infraestruturas, das acentuadas quebras morfológicas, ou da degradação do espaço público e do edificado .

  • “How do we design a habitat?” Número especial de primavera da Revista CIDADES, Comunidades e Territórios

    A revista  CIDADES, Comunidades e Territórios  acaba de lançar o número especial de primavera de 2024, organizado por Sara Silva Lopes, João da Cunha Borges, Rui del Pino Fernandes e Teresa Marat-Mendes, intitulado: "How do we design a habitat?". Maria Assunção Gato Editor Ana Rita Cruz Deputy Editor Mariana Leite Braga Editorial Assistant & Copy Editor + information

  • Bolsas de investigação - Verão com ciência

    O DINÂMIA'CET-Iscte abre concurso para 14 Bolsas de Investigação e de Iniciação à Investigação no âmbito do programa Apoio Especial "Verão com Ciência" financiado pela FCT e pela DGES Ler Edital Bolsa de Investigação PDF | Anúncio EraCareers Ler Edital Bolsas de Iniciação à Investigação PDF | Anúncio EraCareers Apresentação da Summer School Iniciação à avaliação contrafactual de políticas e programas A aferição dos impactos das intervenções públicas emergiu como preocupação destacada das instituições internacionais na última década. Em particular, a Comissão Europeia tem vindo a apelar aos Estados Membros para que produzam evidências robustas sobre a eficácia das políticas que implementam, em particular quando envolvem fundos comunitários. Em Portugal existem ainda poucas análises de políticas públicas que tirem partido de métodos de avaliação contrafactual, em parte devido à escassez das competências técnicas relacionadas. Este programa “Verão com Ciência”, que tem início no dia 27 de Julho de 2020 e têm a duração de três meses, pretende capacitar e estimular o interesse de alunos do ensino superior por este tipo de análises, através do seu envolvimento em actividades de formação e de investigação aplicada. Depois de uma semana de leituras iniciais orientadas, os participantes participarão numa Escola de Verão sobre os principais métodos estatísticos para avaliação contrafactual de impactos de políticas e programas. O curso decorre entre os dias 3 e 14 de Agosto de 2020, num total de 30 horas (3 horas/dia), abarcando componentes teóricas e práticas. A componente teórica será desenvolvida através de sessões expositivas de cerca de 1h30/dia, cobrindo os tópicos fundamentais da análise estatística do impacto de políticas, bem como a introdução aos desenvolvimentos mais recentes baseados no recurso a técnicas de aprendizagem automática. A componente prática do curso fará uma ponte estreita com a literatura, utilizando artigos de referência para ilustrar os métodos apresentados, promovendo a discussão dos resultados e a replicação dos mesmos, utilizando o software estatístico relevante. Um pequeno trabalho de investigação individual constituirá a base para avaliação final. Após a Escola de Verão, os participantes serão envolvidos num projecto de investigação aplicada, que assenta na aplicação de conteúdos da Escola de Verão à avaliação dos sistemas de incentivos às empresas do PT2020. O projecto de investigação aplicada divide-se em quatro tarefas. Os bolseiros serão divididos por grupos de três ou quatro elementos, procurando assegurar a diversidade de formações de base e de níveis de ensino. Os grupos desenvolverão tarefas distintas mas relacionadas. Para o efeito, os grupos serão emparelhados segundo uma lógica de aprendizagem cruzada, onde cada par de grupos trabalhará diferentes sistemas de incentivos recorrendo à mesma família de métodos ou a mesma política recorrendo a famílias de métodos distintas. O projecto específico de cada bolseiro consiste na análise de uma dada dimensão de impacto da política, dentro da tarefa geral que cabe ao grupo a que pertence. As tarefas a desempenhar por cada grupo nas várias fases do projecto são: Tratamento dos dados e análise exploratória. Dois grupos farão análise estatística descritiva e outros dois grupos explorarão os dados visualmente, cada par de grupos para tipos de incentivos diferentes. Os dois tipos de análise serão feitos em coordenação e complementaridade. Aplicação dos métodos aos dados da política. Cada grupo será responsável pela implementação de um método de avaliação, procurando especificações de modelos, realizando testes placebo, estatísticas de balance e análises de sensibilidade. Elaboração dos relatórios de projeto. Cada grupo produzirá o seu relatório, cabendo a cada bolseiro a elaboração de um capítulo específico. Apresentação e discussão dos resultados. Todos os bolseiros apresentarão e discutirão os resultados do seu trabalho em sessão pública. O trabalho dos bolseiros será supervisionado por Ricardo Paes Mamede (Professor do Departamento de Economia Política do ISCTE), coadjuvado por dois investigadores-júnior com experiência na utilização dos métodos em causa. Este programa dirige-se a alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento que já possuam formação de base em estatística e em métodos de regressão (nomeadamente, alunos das áreas da Economia, Gestão, Finanças, Ciência Política, Políticas Públicas e áreas afins). Os candidatos deverão enviar o seu CV (incluindo a referência à classificação média obtida nos cursos já concluídos e/ou das unidades curriculares do curso que estão a frequentar), bem como uma breve carta de motivação, até ao dia 24 de Julho , para dinamia@iscte-iul.pt

  • Paulo Tormenta Pinto em entrevista para a Antena 1

    Paulo Tormenta Pinto esteve na Antena 1 para falar sobre o livro que foi lançado recentemente " Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção". Ouvir entrevista Antena 1 aqui Denominámos este livro com este subtítulo Cidade de Exceção porque grande parte destes processos que envolvem política de cidades, que envolvem política urbanística, foram desenvolvidos com mecanismos de exceção, procurando encontrar formas de antecipar, de resolver, de concretizar, digamos, objectivos de transformação do território. Este livro explora os processos políticos e urbanísticos que moldaram Portugal nas últimas décadas. Muitos desses processos foram desenvolvidos com mecanismos de exceção, visando antecipar e concretizar objetivos de transformação do território. Na entrevista, Paulo Tormenta Pinto refere que o livro resulta do projeto de investigação "Os Grandes Trabalhos" e foca num período particular do urbanismo português, que teve início nos anos 90 e teve seu ápice na Expo 98, seguido por uma série de iniciativas nacionais, como o Programa Polis, que disseminou os conceitos da Expo por várias cidades do país. O livro destaca um fenômeno social emergente durante esse período, que os autores chamam de "Homo Expo", caracterizado por um perfil de usuário mais exigente e consciente do espaço urbano ao seu redor. Na entrevista, Paulo Tormenta Pinto expressa preocupações sobre uma possível construção desenfreada, destacando a necessidade de um trabalho crítico para equilibrar o papel das construtoras e dos arquitetos na planificação urbana. Com o advento do Plano de Recuperação e Resiliência, que visa resolver problemas como o da habitação, Paulo Tormenta Pinto alerta para uma mudança de paradigma e para a importância de não comprometer os padrões de qualidade. Por fim, chama a atenção para impacto do turismo no desenvolvimento urbano e enfatiza a necessidade de promover uma descentralização e de criar novas narrativas para garantir um desenvolvimento equilibrado em todo o país. O livro editado por Paulo Tormenta Pinto e Ana Brandão e foi publicado pela editora Circo de Ideias.

  • Entrevista às coordenadoras do projeto "Habitar a revolução: perspetivas sobre transformações sociais e produções espaciais a partir das casas ocupadas do bairro das Amendoeiras, em Lisboa"

    O Bairro das Amendoeiras, marcado por uma ocupação pós-25 de Abril, é o foco do projeto de investigação coordenado por Maria Assunção Gato e Ana Brandão. As investigadoras pretendem desvendar os segredos de 50 anos de democracia dando destaque ao papel das mulheres como agentes de mudança nesse bairro. Localizado na zona I de Chelas, o Bairro das Amendoeiras é mais do que uma mera paisagem urbana; é um símbolo de luta por habitação digna e um reflexo das transformações políticas e sociais do país. Esta pesquisa não só procura resgatar memórias esquecidas, mas também propõe-se oferecer uma visão mais profunda das complexidades da sociedade portuguesa no pós-revolução. Porquê estudar o Bairro das Amendoeiras? Qual a motivação da equipa de investigação para estudar um bairro de ocupação ilegal? A ideia deste projeto surgiu de uma conversa entre ambas. O concurso para projetos sobre o 25 de abril era uma oportunidade para escapar das agendas temáticas dos programas de financiamento “competitivo” e ir trabalhar sobre um tema que consideramos relevante, ainda que o financiamento fosse quase irrisório. A s dinâmicas económicas, políticas e sociais operadas nestes 50 anos de vida em democracia através d as casas e suas vivências, dando palco também às mulheres enquanto agentes e alvos de transformação, foi uma ideia que ganhou forma. O bairro das Amendoeiras, antiga zona I de Chelas, daria espaço a essa ideia pelas suas especificidades: resultou da ocupação ilegal massiva e muito rápida das casas ainda por acabar no decurso da R evolução e, após 50 anos esse processo permanece pouco explorado, sobretudo ao nível das próprias casas e das vidas e memórias dos seus ocupantes. A partir daqui foi desenvolver melhor a ideia e montar a equipa que nos vai ajudar a desenvolvê-la, constituída por Carolina Henriques, Saila Saaristo, Ricardo Barradas, Ricardo Lopes e Pedro Costa. Contaremos com a parceria da Associação de Moradores do Bairro das Amendoeiras e com Filomena Silvano e Tiago Mota Saraiva enquanto consultores. Qual a relação do Bairro das Amendoeiras com o pós 25 de abril, qual a sua especificidade?      O pós 25 de abril foi fértil em movimentos de ocupações, nas cidades e nos meios mais rurais, em fábricas, propriedades agrícolas e também de casas, quer para usufruto próprio quer para o bem coletivo. Em Chelas, este processo é indissociável do desenvolvimento urbanístico da zona oriental de Lisboa, já iniciado antes do 25 de Abril. No Bairro das Amendoeiras, as casas de promoção pública estavam em construção e foram ocupadas massivamente nos dias que se seguiram à revolução, por uma população que vivia em condições indignas, muita dela nas proximidades desta área, em largas extensões de bairros de barracas ou habitações precárias. O processo de ocupação foi um reflexo de uma crise de habitação profunda, mas também a expressão prática e simbólica do direito à habitação.   Este movimento de ocupação das casas marcou não só a construção física e social deste bairro, mas também a mobilização coletiva para a legalização das casas e a dinamização da comunidade local ao longo destas cinco décadas.     Este projeto dá também destaque à importância do papel das mulheres, habitantes deste bairro e ao mesmo tempo à sua invisibilidade no processo de conquista e construção deste espaço. Como surgiu este ângulo?      Este ângulo sobre o protagonismo das mulheres surgiu naturalmente e inspirado pela Casa enquanto ponto de partida do projeto. Há uma ideia de que as mulheres tiveram um papel relevante nas ocupações de casas, também porque seriam as que mais sofriam com a falta de uma habitação digna. Queremos perceber se isto foi mesmo assim e to rnar visível o papel das mulheres na transformação dos espaços privados/domésticos e públicos, a partir das suas dinâmicas sociais, trabalhos, consumos e estilos de vida. Pretendemos demonstrar como esse papel evoluiu na democracia, dentro de casa e, sobretudo fora dela.     Que tipo de pistas/ lições poderão vir a ser retiradas para o futuro?      Este é um projeto pensado para comemorar os 50 anos de vida democrática em Portugal e para trazer à luz memórias importantes da nossa história enquanto sociedade, cidade e comunidade. Não pretendemos influenciar políticas, mas conhecer e co-produzir conhecimento sobre muitas mudanças operadas ao longo de cinco décadas, com a comunidade do Bairro das Amendoeiras. Fazer uma ciência que serve a democracia é dar importância ao que está e a quem está à nossa volta, sem objetivos dirigidos a influenciar, avaliar ou a produzir outra coisa que não seja conhecimento sobre a realidade. E a realidade hoje mostra-nos o quão importante é zelar pela manutenção da democracia e pela produção de ciência fundamental que ajude nesse propósito. Viva o 25 de Abril e as suas conquistas!

  • A investigação enquanto alicerce da Democracia

    Autor: Sebastião Ferreira de Almeida Editorial da Newsletter DINÂMIA'CET-Iscte #84 Na celebração dos 50 anos do 25 de Abril importa refletir sobre o estado da democracia. Um dos principais barómetros de que dispomos é o nível de participação dos eleitores nos diversos atos eleitorais. Quais os lugares onde o interesse pela política se reforça ou se desvanece? Existe alguma relação entre os níveis de abstenção e as características socioeconómicas do território e das comunidades que o habitam? Quem são abstencionistas, que perspetivas tem sobre o Estado ou o Governo e que dificuldades enfrentam? Como reaproximar os cidadãos dos processos de decisão? Estas são algumas das questões a que a investigação de jornalismo de dados “A bomba relógio da abstenção” procura dar resposta. Este trabalho coordenado pela DIVERGENTE e realizado em parceria com o DINAMIA’CET-Iscte, faz o retrato da abstenção de voto na União Europeia (UE) nos últimos 50 anos. A recolha, uniformização, tratamento, georreferenciação e análise de dados eleitorais, demográficos e socioeconómicos constituíram tarefas-chave neste processo que abrangeu 27 países, 350.794.565 eleitores, 84.716 freguesias e 697 atos eleitorais. A metodologia utilizada permitiu mapear o fenómeno da abstenção a diversas escalas e ampliar a sua compreensão à luz da diversidade e complexidade do território Europeu. Quatro em cada dez Portugueses não votaram nas últimas eleições autárquicas (2017) e nas últimas eleições presidenciais (2021), os níveis de participação dos Portugueses atingiram os valores mais baixos em democracia, com uma abstenção a rondar os 60%. Os resultados mostram que apesar do crescimento da abstenção ser um fenómeno generalizado a nível Europeu, Portugal é um dos países onde esta tendência é mais expressiva. Entre a eleição do primeiro governo constitucional (1976) e a eleição do mais recente governo (2024), a abstenção cresceu 31,7%, sendo que nos últimos 15 anos, mais de 40% dos eleitores Portugueses optaram por se manter distantes das urnas. O mesmo pode ser observado relativamente aos restantes atos eleitorais. Desde a década de 90 que pelo menos seis em cada dez Portugueses abdicam do seu direito de voto nas eleições Europeias. Quatro em cada dez Portugueses não votaram nas últimas eleições autárquicas (2017) e nas últimas eleições presidenciais (2021), os níveis de participação dos Portugueses atingiram os valores mais baixos em democracia, com uma abstenção a rondar os 60%. A investigação desenvolvida permitiu ainda relacionar um conjunto de indicadores socioeconómicos e demográficos com os níveis de participação eleitoral. Nas eleições Legislativas e Europeias vota-se menos nas regiões menos densamente povoadas e onde o sector da agricultura e pescas tem preponderância. Os níveis de abstenção são também superiores nas regiões onde o nível de desigualdade é maior e as qualificações da população são mais reduzidas. Já nas eleições autárquicas a abstenção é superior nas regiões mais desiguais e onde o grau de terciarização económica é superior. Esta dissonância, juntamente com os elevados níveis de abstenção, exigem um reforço da qualidade dos instrumentos de política pública que visem fortalecer a coesão do país a nível geográfico, socioeconómico e institucional. O cenário apresentado demonstra que as clivagens socio-espaciais influenciam os níveis de participação cívica e política, determinando ainda 'perímetros de representatividade’ que variam em função dos diversos atos eleitorais. Se as eleições legislativas e europeias parecem ser mais apelativas ao eleitorado urbano, já as eleições autárquicas parecem interessar mais ao eleitorado rural. Esta dissonância, juntamente com os elevados níveis de abstenção, exigem um reforço da qualidade dos instrumentos de política pública que visem fortalecer a coesão do país a nível geográfico, socioeconómico e institucional. A diversidade e especificidade do território nacional, bem como as necessidades diferenciadas da população, devem constituir a bússola de um novo modelo de governança multiescalar e intersectorial que efetivamente inclua e tenha em consideração as expectativas dos cidadãos no âmbito dos processos de decisão. A investigação científica a par com a investigação jornalística são duas das principais fontes de informação pública, constituindo alicerces centrais de uma democracia robusta, inclusiva e inovadora. O DINAMIA’CET-Iscte, através de uma abordagem de cariz interdisciplinar e dos diversos projectos de investigação que intersectam três eixos fundamentais (trabalho e inovação; cidades e territórios; governança, economia e cidadania) detêm um posicionamento privilegiado no que respeita à compreensão das transformações em curso na sociedade e no território Português. Um enquadramento que determina uma responsabilidade acrescida no que respeita ao cumprimento da missão com que se encontra comprometido: a promoção da sustentabilidade ambiental, da coesão social e da democracia. Ao fim de 50 anos de progressos inegáveis para a sociedade portuguesa e acreditando que a maior ameaça à democracia é o desconhecimento e a invisibilidade, é urgente que se aprofunde os fatores subjacentes ao descontentamento e afastamento progressivo entre os cidadãos, as instituições e os seus representantes democráticos.

  • Artigo no Público sobre o lançamento do livro "Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção"

    Com pressa de construir, cidades portuguesas arriscam-se a desordem urbanística Novo livro alerta para a troca do pensamento estruturado por um “pragmatismo burocrático”. Necessidade de aproveitar verbas do PRR na habitação e nos transportes joga a favor de empreiteiros. Autor: Samuel Alemão A grande urgência em se construir mais habitação e mais infra-estruturas de transportes públicos, ditada não apenas pela sua necessidade imperiosa, mas também pelo empenho em aproveitar os prazos do seu financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) , pode estar a assumir um papel determinante numa tendência muito recente, mas que terá começado já a fazer o seu caminho: a substituição do pensamento e do planeamento urbanísticos estruturados nas cidades portuguesas, em detrimento de um “pragmatismo burocrático” que beneficia o interesses dos empreiteiros. Ler artigo completo aqui https://www.publico.pt/2024/04/20/local/noticia/pressa-construir-cidades-portuguesas-arriscamse-desordem-urbanistica-2087392

  • Da Expo’98 à pandemia: o fim da “da cidade de exceção” e o regresso às necessidades de sempre.

    Às operações de recuperação urbana baseadas no ‘laboratório’ da Expo’98 em 39 cidades, sucedeu no Portugal pós-pandémico o “pragmatismo burocrático” da habitação e das estruturas de mobilidade financiadas pelo PRR. A urgência de habitação, de expandir sistemas de transportes e critérios de eficiência e baixo custo estão agora, apenas, a produzir estruturas e edifícios. “É necessário cuidar da vida entre os edifícios”, alerta o livro “ Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção ”.   À visão celebrativa, otimista e espetacular de recuperação dos centros das cidades portuguesas nas duas décadas que se seguiram à Expo’ 98, cujo modelo de intervenção foi replicado em todo o país, estão a suceder-se em Portugal, após a pandemia da Covid 19, investimentos em habitação e em mobilidade marcados pela urgência da necessidade – e a cujo utilitarismo falta a dimensão urbanística e arquitetónica que distinguiu o período anterior.    O livro “Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção”  – que vai ser lançado na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém no próximo dia 23 de abril – reflete sobre estes dois períodos .     Um desenvolvido sob a marca do Programa Polis, que realizou intervenções em 39 cidades, de Bragança a Albufeira. O outro, financiado pelas verbas do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), está a ser executado para que Portugal recupere dos anos da Covid com mais casas no mercado e com investimentos em mobilidade como o novo aeroporto de Lisboa, linhas de TGV, a expansão dos metropolitanos em Lisboa e Porto, novos sistemas transportes nas áreas metropolitanas ou a construção do metrobus em Coimbra.     “Depois da ‘Cidade Exceção’ voltaram as necessidades de sempre...”, afirma Paulo Tormenta Pinto , professor de Arquitetura e Urbanismo no Iscte e editor do livro, juntamente com Ana Brandão . “A Expo’98 é um exemplo da importância atribuída ao projeto urbano: trata-se de um planeamento em múltiplas escalas, do território aos edifícios, das infraestruturas ao espaço público. Ao longo de vinte anos conjugam-se em Lisboa intervenções como a do eixo Avenida da República-Marquês de Pombal, da praça de Espanha, do Campo das Cebolas ou de Santa Apolónia, com corredores verdes a enquadrarem edifícios notáveis como o novo terminal de cruzeiros”.      Da gentrificação à perda da qualidade urbana Esta dinâmica em Lisboa, replicada no Porto e na maioria das cidades médias do país, caraterizou-se por uma grande preocupação em definir espaços de encontro e de socialização com trajetos de circulação pedonal. Houve uma reposição de padrões urbanos que tinham sido perdidos pela cidade moderna, como o da circulação das pessoas em espaços comuns que propiciam o encontro, a conversa e a convivência.   “A tudo isto sucede agora um conjunto de investimentos determinados pela necessidade de fazer depressa, com custos controlados” Um dos efeitos deste investimento no centro das cidades foi a atração de novos públicos, cada vez mais públicos internacionais, a aceleração de atividade económica. Os efeitos negativos deste processo foram a subida dos preços, a expulsão de moradores tradicionais. Numa palavra: a gentrificação. E o problema maior que lhe está associado – o encarecimento de casas para residentes e falta de liquidez, quer do mercado da compra, quer de arrendamento.    “A tudo isto sucede agora um conjunto de investimentos determinados pela necessidade de fazer depressa, com custos controlados”, afirma Paulo Tormenta Pinto . “Desde as novas habitações até aos edifícios públicos, como estações de transportes, tudo passou a ser feito debaixo de uma ótica de pragmatismo burocrático, privilegiando-se modelos contratação pública como o da conceção/construção”.    Segundo o editor do “Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção”, falta integração urbana aos novos projetos. “Projeta-se a habitação e não o habitat”, afirma Paulo Tormenta Pinto . “É necessário cuidar da vida entre os edifícios, pensando a cidade na sua dimensão sistémica e ecológica”.     “Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção” é publicado pela Circo de Ideias. O lançamento será às 18:00, no dia 23 de abril, numa conferência com João Ferrão, Manuel Salgado, Álvaro Domingues, João Nunes – e os editores,  Paulo Tormenta Pinto e Ana Brandão . A moderação estará a cargo de Marta Sequeira.

  • Ciclo de seminários VIVA ABRIL

    17 e 19 de Abril’24 – Aud B203 – Edf II – Iscte-Instituto Universitário de Lisboa Coordenação: Paula André - DINÂMIA'CET-Iscte No âmbito da celebração dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 e das unidades curriculares “Projecto de Investigação” do Doutoramento em Arquitectura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos, e “Teoria e História da Arquitectura V” do Mestrado Integrado em Arquitectura, nos dias 17 e 19 de Abril realiza-se no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa o ciclo de seminários VIVA ABRIL, com especialistas das áreas do cinema, da fotografia e da arquitectura, cujas conferências terão como âncora transversal subjacente a questão da habitação. Erguemos assim a bandeirado filósofo Nuccio Ordine (1958-2023), defensor da necessidade de perseguir utopias para imaginar, pensar e alcançar um mundo melhor, alertando que uma sociedade desmemoriada, sem relação com o seu passado, é uma sociedade que não terá democracia. Programa 17 Abril’24 - 16:00 Uma Operação SAAL, no PREC: re(visões) em torno do filme “Barronhos quem teve medo do poder popular?” https://lugardoreal.com/video/barronhos-quem-teve-medo-do-poder-popular Luís Filipe Rocha 17:00 Casa de Viagem - um conceito de habitação Duarte Belo 19 Abril’24 - 16:00 Lo popular y lo contemporáneo. Un proyecto de viviendas en Navarra José Ignacio Linazasoro

bottom of page