SEARCH RESULTS
923 results found with an empty search
- Escutar o Convento – Projeto TRANSHERITAGE – 9 de março 2024
A segunda atividade do projeto TRANSHERITAGE – “Escutar o Convento” - teve lugar no Espaço AQUI (Convento da Terra – Torrão), a 9 de março, juntando as equipas portuguesa e norueguesa (de Fana) e contando, mais uma vez, com a participação ativa da comunidade local. O dia dividiu-se em três momentos distintos. De manhã, foi exibido um vídeo com registos da atividade “Claustro Aberto”, que ocorreu a 24 de fevereiro, o que possibilitou mais um momento de partilha e de registo de memórias entre todos e a construção e preenchimento de um Atlas da Memória destes espaços. A equipa de Fana aproveitou também para apresentar o seu território e tomar contacto com a realidade portuguesa. Após o almoço, foi facilitada uma oficina de cocriação, para promoção de debate e de reflexão de ideias para reabilitação e recuperação do património religioso da freguesia, criando espaços de diálogo e de construção de propostas de intervenção para estes espaços. Ao final da tarde, a organização convidou os participantes a assistirem a duas atuações na antiga Igreja do Convento de Nossa Senhora da Graça: uma performance de Carolina Vasconcelos e a apresentação de cantares locais por parte do coro feminino de cante alentejano da Universidade Sénior. Os três momentos possibilitaram uma reflexão aprofundada sobre o património religioso do Torrão, demonstrando a sua importância na construção da memória e identidade coletivas da comunidade.
- Apresentação do livro "Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção"
No próximo dia 23 de abril às 18:30, vai ter lugar na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém Lançamento do livro "Os Grandes Trabalhos e o Desejo da Cidade de Exceção" com edição de Paulo Tormenta Pinto e Ana Brandão e publicado pela Circo de Ideias. Conferência com João Ferrão, Manuel Salgado, Álvaro Domingues, João Nunes e os editores, Paulo Tormenta Pinto e Ana Brandão Moderação por Marta Sequeira A Exposição Internacional de Lisboa (Expo’98) foi um laboratório que teve impacto significativo no campo urbanístico e arquitectónico, estabelecendo um paradigma de qualidade dos espaços das cidades. Nas décadas seguintes, diversas políticas públicas e iniciativas de intervenção tomaram esta operação urbana como referência principal. Neste livro, a experiência da Expo’98 é o ponto central para explorar as mudanças ocorridas em Portugal em matéria urbanística, nas duas décadas que se seguiram ao grande evento de final de século. A partir dos contributos de investigadores e consultores de diferentes áreas cientificas – arquitectura, arquitectura paisagista, planeamento urbano, sociologia, economia, geografia – diferentes problemáticas e escalas de análise são trazidas para cima da mesa, enquadrando um período temporal marcado pelo protagonismo do ‘Projeto Urbano’ e pela requalificação ambiental das cidades. Num momento em que Portugal está abraços com novos investimentos públicos com expressão territorial, no quadro do PRR, esta análise da cultura urbana e arquitectónica, abre caminho a um amplo debate sobre o tempo presente, marcado pelas incertezas da guerra, as alterações climáticas, as assimetrias sociais, ou a crise da da habitação. A investigação que deu origem ao livro foi apoiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, tendo sido realizada no Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território (DINÂMIA’CET–Iscte), em pareceria com a Direção Geral do Território (DGT) e com o Lab Ticino da Accademia di Architettura de Mendrisio da Università della Svizzera Italiana. -------- INTERVENIENTES MANUEL SALGADO - Arquiteto (1968). Entre 1972 e 1983 foi Diretor do Departamento de Urbanismo e Diretor Técnico de uma empresa pública de projetos, em Lisboa. Dirigiu o gabinete de projetos Risco – Projetistas e Consultores de Design, SA (1984-2007), onde desenvolveu numerosos projetos de arquitetura e urbanismo, entre os quais o do Centro Cultural de Belém (em associação com Vittorio Gregotti), dos espaços públicos da Expo’98, do Estádio do Dragão, o Projeto Urbano da Área Central do Cacém, o Projeto Urbano de Romanina e o Plano de Pormenor de Bastia (Itália e Córsega). Professor Catedrático convidado das cadeiras de Desenho Urbano e Projeto Final do curso de Arquitetura do Instituto Superior Técnico de Lisboa, de 2002 a 2007. Entre 2007 e 2019 foi vereador do Urbanismo e Reabilitação Urbana da Câmara Municipal de Lisboa e Presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana Lisboa Ocidental, de 2018 a 2021. Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1999). ÁLVARO DOMINGUES - Geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professor associado da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, nos cursos de Mestrado Integrado e Doutoramento e investigador do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da mesma faculdade. A sua investigação centra-se na Geografia Humana, Paisagem, Urbanismo e Políticas Urbanas. Entre outras obras, é autor de “Paisagens Portuguesas” (com Duarte Belo, Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2022), “Portugal Possível” (com Duarte Belo e Rui Lage, Museu da Paisagem, Lisboa, 2022), “Paisagens Transgénicas” (Museu da Paisagem 2021), “Volta a Portugal” (Contraponto, Lisboa, 2017), “Território Casa Comum” (com N. Travasso, FAUP, Porto, 2015), “A Rua da Estrada” (Dafne, Porto, 2010), “Vida no Campo” (Dafne, Porto, 2012) e “Políticas Urbanas I” e “II” (com N. Portas e J. Cabral, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2003 e 2011), “Cidade e Democracia” (Argumentum, Lisboa, 2006). Escreve regularmente no jornal “Público”. JOÃO FERRÃO - Doutorado em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa. Investigador coordenador aposentado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde coordenou o Grupo de Investigação “Ambiente, Território e Sociedade” e o Conselho dos Observatórios do ICS-UL. Foi docente no departamento de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa e na Universidade Atlântica. É especialista em geografia económica e social, ordenamento do território e desenvolvimento regional e urbano. Coordenou diversos estudos de avaliação de políticas públicas para o Governo português e para a Comissão Europeia. Foi presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, consultor da OCDE no domínio do desenvolvimento rural, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e membro do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades (FCT). Publicou, individualmente ou em colaboração, dezenas de artigos em revistas nacionais e estrangeiras e diversos livros sobre temas relacionados com geografia, ordenamento do território e políticas de desenvolvimento local e regional. JOÃO FERREIRA NUNES - Fundador e Director do Atelier de Arquitectura Paisagista PROAP, que reúne um vasto grupo de profissionais numa equipa pluridisciplinar com distintos níveis de especialização em paisagem, na sua acepção mais inclusiva. Licenciado em Arquitectura Paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Obtém o título de Mestre na Escola Técnica Superior d’Arquitectura de Barcelona, Universitá Politecnica de Catalunya. Enquanto Director Internacional é responsável pela liderança estratégica, executiva e táctica dos três ateliers internacionais: Lisboa (Portugal), Luanda (Angola) e Treviso (Itália). Coordena a actividade projectual, conceptual e criativa, e define a orientação estratégica dos processos de investigação. Docente nas escolas em que se formou, na Facoltà di Architectura di Alghero da Università degli Studi di Sassari, Itália, e na Accademia di Architettura di Mendrisio da Universidade da Suiça Italiana, prestando serviço docente ocasional em Harvard, Universitá de Girona, Università IUAV di Venezia, na Escola de Tecnologias e Arquitectura do ISCTE, Lisboa, no Politecnico de Milano, Itália, na Universidade Moderna, Politecnico di Torino, Roma La Sapienza, Roma Ludovico Quaroni, Facoltà di Architettura di Napoli, Accademia di Architettura di Mendrisio. ----- EDITORES PAULO TORMENTA PINTO - iniciou a sua atividade docente em 1997, sendo atualmente Professor Catedrático do Iscte, na área de Arquitetura. A sua tese de doutoramento “Arquitetura e Artifício – Cassiano Branco 1897-1970” foi publicada em 3 edições (Caleidoscópio ed. 2007, 2015 e 2020). Como investigador, tem participado e coordenado diversos projetos relacionados com a cultura arquitetónica, destacando-se, como investigador responsável, os projetos “The Critical Monumentality of Álvaro Siza” e “The Grand Projects - Architectural and urbanistic operations after the 1998 Lisbon World Exposition”, ambos financiados pela FCT. Ocupou diversos cargos na estrutura académica do Iscte, nomeadamente como diretor do Departamento Arquitetura e Urbanismo e como diretor do Centro de Investigação sobre a Mudança Socioeconómica e o Território – (Dinamia’CET-Iscte). Foi padrinho do título de Doutor Honoris causa atribuído a Nuno Portas, pelo Iscte, em 2020. O seu trabalho como arquiteto tem sido publicado e premiado por diversas vezes, destacando-se mais recentemente, o Prémio FORMA 2022 e o Prémio Teotónio Pereira 2022. Em 2022 e foi finalista nos Prémios FAD. Tendo sido a sua obra nomeada para Prémio Mies Van Der Rohe nas edições de 2022 e 2024. Em 2023 foi distinguido com o Prémio Investigação e Sustentabilidade 2023 (ex aequo), atribuído pela Ordem dos Arquitetos. ANA BRANDÃO - Investigadora no DINÂMIA’CET–Iscte, arquiteta e doutorada em Espaço Público e Regeneração Urbana (2015). Tem experiência de investigação em trabalhos interdisciplinares sobre espaço público, desenho urbano e planeamento urbano. Especificamente, a sua investigação temse centrado na conceção, desenvolvimento e gestão de processos urbanos e seus impactos no desenho urbano e no espaço público. Participou em vários projetos de investigação, nomeadamente no “PSSS Public Space Service System”, (2016-2019) onde coordenou o livro “Lugares do Comum. Guia de avaliação e interpretação do espaço público”, e no “The Grand Projects - Architectural and Urbanistic Operations after the 1998 Lisbon World Exposition (2019-2022)”. Menção Honrosa no Prémio Metrópoles Ciência, 2016 pela Tese de Doutoramento.
- Seminário - A sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas
15 de abril | 12h30 - 13h30 | Videoconferência Link Zoom https://videoconf-colibri.zoom.us/j/94414397378?pwd=YTcyOVJmNFlQWHdjbUZJOVBnRDlCUT09 A sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa marcam a agenda, a nível global. Com efeito, um pouco por toda a parte, as empresas foram convocadas a contribuir definitiva e decisivamente para os mencionados desígnios, que extravasam em muito o quadro tradicional das suas atividades, tal como vinha sendo concebido e praticado. No sentido de aprofundar o tema e contribuir para o seu esclarecimento e debate, o DINÂMIA'CET-Iscte e o Mestrado em Direito das Empresas e do Trabalho vão realizar um seminário, em jeito de conversa à hora de almoço. Serão oradoras Rita Fialho d'Almeida (IPLeiria), que traçará o enquadramento teórico da matéria, e Filipa Saldanha (diretora de sustentabilidade de uma instituição de crédito), a qual irá dar nota do respetivo alcance prático, na atualidade. O seminário será moderado por Maria Eduarda Gonçalves (DINÂMIA'CET-Iscte)
- Ciclo de Conversas - Governação, Economia e Cidadania
O Ciclo de Conversas sobre Governação, Economia e Cidadania centra-se na apresentação e debate de trabalhos diversos dos investigadores do Grupo de Investigação de Governação, Economia e Cidadania do DINÂMIA'CET. Procura-se promover o trabalho colectivo deste grupo de investigação, em articulação com outros grupos de investigação do DINÂMIA’CET e com toda a comunidade ISCTE, a partir do aprofundamento da reflexão sobre a mudança sócio-económica e o território, em torno de temáticas que consideram o desenvolvimento e a transformação estrutural, desde as formas de o pensar até à política industrial, assim como o debate em torno das formas contemporâneas de capitalismo e os modos como condicionam a concretização de direitos políticos, económicos, sociais e culturais, com destaque para o impacte das dinâmicas de financeirização e a sua interpenetração em diversas áreas de provisão das condições materiais de vida e de bem-estar, desde a habitação à saúde, a digitalização e a plataformização ou a emergência climática. Próximas Sessões 11 de Abril - 13h00 | Auditório B204 Ed. 2 - Iscte Ricardo Barradas Financeirização, Deterioração das Relações Laborais e Trabalhadores Menos Reinvindicativos 23 de Abril - 13h00 | Auditório Caiano Pereira -Ed.1 - Iscte Gonçalo Marçal Pensar o desenvolvimento económico no Portugal democrático: 1974-1998 16 de Maio - 13h00 | C4.07 - Ed.2 - Iscte Ricardo Mamede e João Paiva Silva Política Industrial em Portugal
- Lola Davidson apresenta no Iscte o programa “Engagés pour la qualité du logement de demain”
Looking for new ways of producing affordable high-quality housing: a French experiment Lola Davidson Directora do programa “Engagés pour la qualité du logement de demain” do Governo Francês 12 de Abril, 11.00, Iscte – Auditório A306 - Ed. 4 CVTT Entrada Livre Numa altura em que a construção de habitação acessível está na ordem do dia, colocando inúmeros desafios, o DINÂMIA'CET-Iscte convida todos os que se interessam por este tema a assistir à apresentação do programa Engagés pour la qualité du logement de demain , uma iniciativa criada em 2022 pelo governo francês, de incentivo à experimentação de novas soluções arquitetónicas e novos modos de produzir habitação acessível. Destinado a inspirar as políticas públicas para o sector da habitação através de bons exemplos comprovados, este programa visa a inovação através de três prioridades: i) o reforço da qualidade da arquitetura e adequação dos usos; ii) a adaptação dos projetos aos territórios e integração dos residentes; iii) a conformidade da construção aos objetivos da sustentabilidade. Engagés pour la qualité du logement de demain será apresentado pela sua diretora, Lola Davidson e será falado em inglês.
- Colonial and Post-Colonial Landscapes: roundtable series I.
Infrastructures + Labour + War 9 ABRIL, 2024 CCB- auditório MAC (Lisboa) English version Descarregar pdf Resumo PT Desde 2019 que os Congressos Internacionais Colonial and Post-Colonial Landscapes têm inquirido sobre a relação entre a disciplina arquitectónica e o colonialismo português. Muitas vezes, a História da Arquitectura tem perdido o foco nos diferentes agentes que a produziram, concentrando-se exclusivamente nas obras construídas. Esta primeira Mesa-Redonda sobre Infraestruturas + Trabalho + Guerra pretende introduzir novos actores e agências, reunindo as equipas dos projectos ArchWar, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), e ArchLabour, financiado pelo European Research Council (ERC), sediados no Dinâmia’CET-Iscte, com consultores e investigadores convidados para debater as estratégias de ocupação colonial implementadas pelo estado português durante o “III Império”. Da parte da manhã, será lançado o número especial 39 “ Paisagens coloniais e pós-coloniais: arquitetura, cidades, infraestruturas ” da revista Africana Studia (ed. CEAUP) que reúne um conjunto de artigos selecionados entre as propostas apresentadas na primeira edição destes congressos, em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian. Os diferentes autores irão participar, presencialmente ou à distância, numa sessão moderada por Ana Silva Fernandes (Universidade do Porto), editora deste número e Karina Ramos (CEAUP) membro da equipa editorial da revista . À tarde, e cruzando diferentes experiências inter-imperiais, Cristiana Bastos (Universidade de Lisboa), Peter Scriver (Universidade de Adelaide), e Johan Lagae (Universidade de Ghent), contribuirão com as suas perspectivas sobre o trabalho desqualificado, os estaleiros ou as Obras Públicas coloniais, apontando para novas direcções que nos permitirão questionar a arquitectura produzida durante o colonialismo com um olhar mais amplo. A moderação estará a cargo de Ana Vaz Milheiro, do Iscte-IUL. Programa 10 – 10H45 | WELCOME Paulo Tormenta Pinto (Dinâmia’CET-Iscte) Ana Vaz Milheiro (Dinâmia’CET-Iscte) 11 – 12H00 | Lançamento do número especial revista Africana Studia #39 ed. Ana Silva Fernandes (FAUP); Karina Ramos (CEAUP) 14 – 15H00 "Managing an ERC Advanced Grant and team: notes from the project The Colour of Labour - The racialized lives of migrants" Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais-UL) 15 – 16H00 “Learning from Labour as Method: From colonial public works to ‘South-South' cooperation” Peter Scriver (University of Adelaide) 16 – 17H00 “Who builds your ‘Concrete Monsters’? Notes on investigating Labor, Material Ecologies and the ‘Geopolitics of Concrete’ in Mobutu’s Zaïre” Johan Lagae (Ghent University) 17 – 17H30 | Roundtable mod. Ana Vaz Milheiro (Dinâmia’CET-Iscte) Kick-start showcase “The Mabubas Dam’s site construction and workforce (1948-1954)” Colonial and Post-Colonial Landscapes: roundtable series I. Infrastructures + Labour + War 9 APRIL, 2024 CCB- auditorium MAC (Lisbon) Download pdf Abstract ENG Since 2019, the Colonial and Post-Colonial Landscapes International Congresses (CPCL) have been critical forums in enquiring about the entanglements between Architecture and Portuguese colonialism. While built works have often been the focus of Architectural history, multiple agents and agendas remain to be grasped. This first Roundtable on Infrastructures + Labour + War aims to question the role of still overlooked actors and agencies on different occupation strategies during late Portuguese colonialism. The debate will bring together the teams from the research projects ArchWar, funded by the Portuguese Foundation for Science and Technology (FCT), and ArchLabour, funded by the European Research Council (ERC), both based at Dinâmia’CET-Iscte, along with invited consultants and scholars. The morning session will feature the launch of the special issue “ Colonial and Post-Colonial Landscapes: Architecture, Cities and Infrastructures ” (no. 39) of the journal Africana Studia (ed. CEAUP). The volume brings together a set of articles selected from the first edition of the CPCL Congresses, held in Calouste Gulbenkian Foundation, Lisbon. The session will be moderated by Ana Silva Fernandes (University of Porto), editor of this issue and Karina Ramos (CEAUP) member of the Journal editorial team and it will be participated by the authors, either in person or remotely In the afternoon, Cristiana Bastos (University of Lisbon), Peter Scriver (University of Adelaide), and Johan Lagae (University of Ghent) will share their perspectives on unskilled labour, building yards and colonial public works, crossing different inter-imperial experiences and setting forward new avenues for research. Ana Vaz Milheiro (Iscte-IUL), the Principal Investigator of ArchWar and ArchLabour projects, will chair the debate. Programme 10 – 10H45 | WELCOME Paulo Tormenta Pinto (Dinâmia’CET-Iscte) Ana Vaz Milheiro (Dinâmia’CET-Iscte) 11 – 12H00 | Journal launch Africana Studia #39 ed. Ana Silva Fernandes (FAUP); Karina Ramos (CEAUP) 14 – 15H00 "Managing an ERC Advanced Grant and team: notes from the project The Colour of Labour - The racialized lives of migrants" Cristiana Bastos (Institute of Social Sciences -UL) 15 – 16H00 “Learning from Labour as Method: From colonial public works to ‘South-South' cooperation” Peter Scriver (University of Adelaide) 16 – 17H00 “Who builds your ‘Concrete Monsters’? Notes on investigating Labor, Material Ecologies and the ‘Geopolitics of Concrete’ in Mobutu’s Zaïre” Johan Lagae (Ghent University) 17 – 17H30 | Roundtable mod. Ana Vaz Milheiro (Dinâmia’CET-Iscte) Kick-start showcase “The Mabubas Dam’s site construction and workforce (1948-1954)
- Call for Papers until 17th May 2024 - International Conference "The Architecture of Need"
Fire Station in Montalegre (PT), 1976-1981 The Architecture of Need: Collective-Use Facilities and Community Service in the Twentieth Century International Conference Lisbon and Évora, 29-31 October 2024 Human need is one of the foundations of architecture. Its expression becomes particularly intense when conveyed by the community or in the name of the community, as a collective, shared necessity. Yet we often lose sight of this essential aspect of built environment production processes, focusing instead on matters such as design intentions, formal or technical innovation and authorship. The international conference The Architecture of Need wants to bring together current research efforts to reconsider the role of need in the equation of architectural production by examining how collective-use facilities, devised for community service in response to specific needs, originated and came to fruition in the twentieth century, in any geography. We want to reassess essential need as a key proviso in architecture, and how this determined our existing building stock, at a time when resource scarcity demands that architectural practice and thought contribute towards sustainable, participated built environment management strategies and resist the lure of often questionable building growth trends. Accepted papers will cover, among other topics: Architectural responses to disparate collective needs, from subsistence to sanitation, from emergency and minimum-rent housing to healthcare and security, from compulsory schooling to senior living, from sports practice to culture. The expression and negotiation of needs by disparate agents and through different means and media, from official procedure to public campaigning, paying close attention to the on- and off-the-record discourses and voices and their repercussion on solutions proposed. The origin, nature and position of those agents, their strategies and scope of action, and the mechanisms established to channel resources and resolve towards the provision of infrastructure to mitigate need. The challenges posed to architectural design by particular aspects of collective need, such as its scale, its economic imperative, its replicability potential. The objects produced, their fortune over time and their current and potential roles in local communities, including their ability to adapt and the challenges posed by de-functionalisation, obsolesce and disuse. Attempts at reconstructing the use history of these facilities over time, and Experiments in co-producing knowledge on collective-use facilities and rendering it appropriable by communities in support of built environment management. We welcome papers that focus on little-studied contexts, cultures, agents and objects, and work that is grounded on primary source material by using history methods and those of other disciplines; research that looks at institutions, programmes, administration, and law, or adopt more specifically architectural lines of enquiry (e.g. morphological and spatial analysis). This conference is an opportunity to debate new approaches to the metadata of architectural design and production – with the archive at its core – and the methodological challenges facing architectural history, theory, and criticism as they deal with the ubiquitous mass of common buildings created to address common needs, on the one hand, and with the urgency of inclusiveness in knowledge creation, on the other. The international conference The Architecture of Need: Collective-Use Facilities and Community Service in the Twentieth Century is organised in the context of the initiative “Arquitectura Aqui – Community, Proximity, Action: Collective-use Facilities in Portugal and Spain 1939-1985” ( https://arquitecturaaqui.eu ), an output of the research projects ArchNeed – The Architecture of Need: Community Facilities in Portugal 1945-1985 (national funds through Fundação para a Ciência e a Tecnologia, FCT, grant PTDC/ART-DAQ/6510/2020), based at CIDEHUS Interdisciplinary Centre for History, Culture and Societies, University of Évora, and ReARQ.IB – Built Environment Knowledge for Resilient, Sustainable Communities: Understanding Everyday Modern Architecture and Urban Design in the Iberian Peninsula (1939-1985) (funded by the European Research Council, ERC, under the European Union’s Horizon 2020 research and innovation programme, grant agreement 949686), based at DINÂMIA'CET-Iscte Centre for Socioeconomic and Territorial Studies, Iscte – University Institute of Lisbon.
- Artigo na revista Science apresenta resultados de um estudo liderado por Nuno Bento sobre a crise energética
Sistemas de energia essenciais para apoiar as atividades quotidianas enfrentam ameaças crescentes de guerras, pandemias, alterações climáticas e outros eventos inesperados. Uma equipa internacional de investigadores, incluindo os membros do projecto Sus2Trans, coordenado pelo DINÂMIA'CET-Iscte, Nuno Bento e Tiago Alves , descobriu que soluções orientadas para a procura têm um potencial significativamente maior para reduzir a nossa vulnerabilidade a crises energéticas em comparação com medidas do lado da oferta. Os resultados foram publicados na revista Science . Os indicadores e índices utilizados para medir a segurança energética concentram-se predominantemente no lado da oferta de energia. Esta ótica alinha-se à visão da Agência Internacional de Energia, a qual circunscreve a segurança energética primordialmente à estabilidade no fornecimento de energia. No entanto, esta abordagem não capta integralmente a extensão da vulnerabilidade dos estados, empresas e pessoas a crises energéticas. Portugal, com níveis de dependência energética do exterior acima dos 70% em 2022 - na realidade essa percentagem é maior, em torno dos 100%, já que as estatísticas oficiais da DGEG não contabilizam as importações que são depois reexportadas, mas de que necessitam os sectores exportadores – , e com cerca de 20% da população em pobreza energética segundo o Eurostat, está especialmente vulnerável a crises energéticas. Para Nuno Bento, o primeiro autor do artigo, "É crucial que as avaliações de segurança energética reflitam não apenas o quão vulneráveis países, empresas e famílias estão face a eventuais crises energéticas, mas também os benefícios decorrentes da diminuição da procura de energia e do peso dos custos energéticos”. E prossegue explicando, “Dessa forma, desenvolvemos uma abordagem mais abrangente para avaliar os efeitos das políticas de segurança energética, considerando tanto o lado da oferta quanto da procura de energia. Isso levou-nos a comparar intervenções no abastecimento de energia em paralelo às estratégias voltadas para a redução da procura energética em setores chave, como edifícios, transporte e indústria". A equipa internacional descobriu que as ações focadas na redução da procura seriam mais eficazes do que abordagens convencionais do lado da oferta em tornar os países menos suscetíveis a crises energéticas convergentes. A segurança energética é mais do que a segurança de fornecimento, pois há outros aspetos económicos, sociais e ambientais também relevantes. Esta abordagem beneficia de um fator de alavancagem, evitando perdas em cascata em sucessivas transformações energéticas “A segurança energética é mais do que a segurança de fornecimento, pois há outros aspetos económicos, sociais e ambientais também relevantes. Esta abordagem beneficia de um fator de alavancagem, evitando perdas em cascata em sucessivas transformações energéticas,” explica a equipa, acrescentando que “o artigo destaca que as políticas do lado da procura oferecem claras vantagens para a melhoria da segurança energética em várias dimensões, incluindo continuidade, acessibilidade e sustentabilidade.” Neste estudo, agora publicado na Science , os investigadores propõem que análises futuras devem comparar os benefícios de várias políticas de segurança energética, incorporando uma perspectiva do lado da procura. Em vez de dependerem de avaliações parciais e indicadores problemáticos como a dependência de importações, estudos futuros deveriam expandir o seu âmbito para incluir uma avaliação mais abrangente dos impactos sociais e ambientais. Este estudo não só se alinha com a abordagem do projeto Sus2Trans à descarbonização sustentável, como também abre caminho para uma compreensão mais integrada da segurança energética. O artigo demonstra as vantagens de uma mudança para uma análise mais sistemática que amplia o foco tradicional do lado da oferta para abranger estratégias do lado da procura. -> Ler artigo científico publico na revista Science -> Ler artigo publicado no Jornal Expresso
- Conferência - Variações Mediterrânicas: O Museu Monográfico de Conímbriga
Conferência de Paulo Providência 09 de maio 11.00 @Auditório C1.03 - Iscte - Instituto Universitário de Lisboa O Museu Monográfico de Conimbriga é um Museu de Sítio Arqueológico. Esta sua excecional condição, que o aproxima de um Antiquarium - no sentido dado às estruturas arquitetónicas de apoio à escavação arqueológica desde o Renascimento - implica uma diversa relação entre serviços técnicos e espaço arqueológico, entre acessibilidades às coleções e público, entre áreas de restauro e consulta. Mas talvez mais do que essas articulações entre público e serviços, é a presença de um espaço exterior de acolhimento e receção, como ocorre em tantos desses equipamentos culturais únicos, espaço onde se sinta o pulsar da vida arqueológica exposta em paredes e protegida por frágeis coberturas, pátio ou recinto de evocação mediterrânica. As diversas exigências do Museu ou Antiquarium foram consideradas no projeto de reabilitação que se apresenta, pensado como instrumento para conferir unidade a um edifício construído por adições sucessivas e cuja possibilidade de expansão, decorrente da urgente necessidade de ampliar a escavação arqueológica, se encontrava comprometida. Mais do que apresentar distribuições funcionais do novo organismo, a apresentação do projeto centra-se na resolução de problemas estruturais que o conjunto apresentava, e nos dilemas que uma nova caraterização unitária sempre implica, mesmo que no máximo respeito pela galeria de autores que participaram na sua construção, um coletivo ainda que involuntário
- Conferência - Musealização da Área Arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge
Conferência de João Luís Carrilho da Graça 23 de maio 09.30 @Auditório C1.03 - Iscte - Instituto Universitário de Lisboa A Musealização da Área Arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge, que resultou de um concurso por convite lançado pela EGEAC, uma empresa municipal de Lisboa, teve como base a Praça Nova do Castelo de São Jorge, ocupada por um notável conjunto de pinheiros e com uma vista privilegiada sobre a cidade e o rio Tejo. Este sítio tinha sido objecto de uma extensa campanha arqueológica, iniciada em 1986, que pôs a descoberto vestígios dos sucessivos períodos da sua ocupação – um povoamento da Idade do Ferro, umas habitações muçulmanas medievais e um palácio do século XV. Se os artefactos mais relevantes tinham sido removidos e expostos no Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, havia então que dar a conhecer, mas também proteger, o espaço da escavação. A primeira operação preconizada por João Luís Carrilho da Graça foi a de delimitação do sítio arqueológico, através da construção de uns muros de contenção em aço corten que contivessem a topografia perimetral sobreelevada. Duas estruturas também em aço passaram ainda a proteger dois sítios particulares da área arqueológica: uma escavação com uma estratificação até ao nível da pré-história e os vestígios de um pavimento do Palácio dos Bispos de Lisboa. Para proteger o que das duas casas islâmicas restou, Carrilho da Graça terá então decidido fazer, como se de uma maqueta em tamanho natural se tratasse, uma reconstituição conjectural, abstracta e cenográfica destas construções – espacializando a ruina, ou seja, protegendo o sítio arqueológico ao mesmo tempo que revelando a sua hipotética configuração original. Encontraram-se então seis pontos onde não havia vestígios, e neles se apoiaram seis pilares em aço que suportam a estrutura metálica revestida com painéis, que flutua sobre os troços de parede antigos. Para Carrilho da Graça, este projecto constitui uma espécie de manifesto, uma vez que a espacialidade destas casas do século XI parece não diferir muito da de duas casas com pátio que ele próprio pudesse ter querido projectar para este sítio. E parece constituir também o ponto de partida para uma linha de investigação, que terá tido seguimento no sítio arqueológico da vila galo-romana de Séviac









