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Palestra

No âmbito da unidade curricular “História da Arquitectura Portuguesa”, leccionada e coordenada pela Professora Paula André no Mestrado Integrado em Arquitectura da Escola de Tecnologias e Arquitectura do ISCTE-IUL, será apresentada pelo arquitecto Marcelo da Rocha Silveira, a palestra “O Regionalismo e a Modernidade na Arquitectura Luso-Brasileira”, que partindo da reformulação dos referenciais estilisticos na arquitectura de Portugal e Brasil nos inicios do séc. XX, alcança o apelo regionalista dos inicios do séc. XXI. A palestra terá lugar no dia 16 de Outubro pelas 11:00h no auditório B 204 (edf. II) do ISCTE-IUL, estando aberta ao público em geral.

 

Resumo:

No início do S. XX Portugal e Brasil passavam por uma reformulação de seus referenciais estilísticos na arquitectura.  Para tanto, foram fundamentais os trabalhos dos portugueses o engenheiro Ricardo Severo e o arquitecto Raul Lino. Questões teóricas de cunho nacionalista procuravam valorizar o passado lusitano e ainda repensavam a arquitectura do Brasil provendo-a de uma raiz de base luso-brasileira, valorizando assim sua melhor adequação ao meio e à própria cultura local. O brasileiro José Marianno compactuou dessa vertente abrindo espaço para uma discussão sobre qual deveriam ser os aspetos arquitectónicos que poderiam ser identificados como autênticos em relação à cultura em que estavam inseridos. Tal atitude abriu uma nova era, descortinando um mundo que se propunha fundamentalmente moderno. Modernidade e tradição, conceitos a princípio antagónicos, se entrelaçavam e construíam um novo projeto de nação. Embora a arquitectura dessa época seja tida hoje como passadista, o apelo regionalista retoma fôlego no S. XXI a partir da premência de questões ecológicas e ambientais.

Nota Curricular:

Marcelo da Rocha Silveira é arquitecto e urbanista pela Universidade do Brasil. Fez seu mestrado em Filosofia e seu doutorado em História, Teoria e Crítica da Arquitetura, também pela Universidade do Brasil. Inaugurou o curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Ouro Preto, cidade património da Humanidade pelo seu acervo arquitectónico e artístico colonial. Lá coordenou vários Seminários Internacionais de Urbanismo e Património, onde participaram diversos professores de Portugal, Alemanha, Itália, França. Lançou os livros A cidade informal: arquitetura e projeto e No centro do problema arquitetônico nacional: a modernidade e a arquitetura nacional brasileira, em co-autoria com William Bittar. Atualmente é professor da Escola de Belas Artes da Universidade do Brasil, onde leciona Arte no Brasil e Estética.