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Visitas

Até dia 28 de Fevereiro irão decorrer Conferências e Visitas Guiadas no contexto da exposição de Arquitectura África – Visões Do Gabinete De Urbanização Colonial, que está a decorrer no CCB. Para mais informações, consulte a agenda.

Mais informações.

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Desde o dia 7 de Dezembro que está em exibição a exposição de Arquitectura África – Visões Do Gabinete De Urbanização Colonial, na Garagem Sul no Centro Cultural de Belém em Lisboa.

A exposição irá estar em exibição até 28 de Fevereiro de 2014. Na organização desta exposição está a investigadora DINÂMIA’CET-IUL, Prof.ª Ana Vaz Milheiro.

Equipa de Investigação/Research Team: Bruno Gil, Cláudia Morgado, Eduardo Costa Dias, Filipa Fiúza, Isabel Boavida, João Afonso, José Luís Saldanha, Jorge Figueira, Luís Filipe Marques, Maria Manuela Portugal, Paulo Tormenta Pinto, Rute Figueiredo, Vasco Rato,

Equipa de Investigação/Research Team

Bolseiros: Catarina André, Cândido Catarina Serafim,Lígia Ferreira, Patrícia Cordeiro, Tiago Borges Lourenço

Produção / Production: Eurostand

“África – visões do Gabinete de Urbanização Colonial propõe um percurso por uma paisagem africana desenhada (e reinventada) a partir do coração da metrópole, Lisboa, no período final da colonização portuguesa (1944-1974). É também a narrativa visual de uma aprendizagem arquitectónica que se inicia com a criação do Gabinete de Urbanização Colonial (GUC), no final de 1944, por Marcelo Caetano, quando era ministro da Colónias.

Aqui, a história é contada na perspectiva do colonizador. Trata-se de uma retirada calculada dos estudos pós-coloniais convencionais. O facto torna os artefactos expostos, materiais com um potencial ideológico forte. Sabe-se contudo que essa conotação não se encontrava no olhar técnico dos arquitectos e dos engenheiros que produziram estas visões; mas estaria, muito provavelmente, na decisão do poder político que as promoveu e as aprovou.

Como o percurso expositivo corrobora, as diferentes designações do Gabinete exteriorizam-se nas alterações das estratégias de desenho que este vai promovendo para a cidade e seus edifícios. Como resultado das equipas multidisciplinares de arquitectos, engenheiros, peritos em medicina tropical e climatologia que aqui trabalham, desenvolve-se uma arquitectura “de representação” colonial, funcional e tectonicamente sólida, que evolui em três fases estilísticas. Primeiro, inspirando-se na arquitectura popular portuguesa do Alentejo e, genericamente, do sul do país, numa versão “mais mediterrânica”, equivalendo ao período de vigência do GUC (1944-1951). Depois, testando tipologias mais monumentalizadas e historicistas, associadas aos regimes ditatoriais, reflectindo mudanças legislativas que reprimem o uso do termo “colonial”, substituído o nome original deste organismo por Gabinete de Urbanização do Ultramar (GUU, 1952-1957). Mais tarde, deixando-se contaminar pelas tradições construtivas locais e ensaiando uma primeira expressão de “nativismo africano”, antecipando visões de autonomia e independência. Este momento, muito tardio e, em comparação com as fases anteriores, com menos concretizações no terreno, corresponde à actuação da Direcção de Serviços de Urbanismo e Habitação da Direcção-Geral de Obras Públicas e Comunicações do Ministério do Ultramar (DSUH/DGOP-MU, 1958-1974).

África – visões do Gabinete de Urbanização Colonial é ainda o resultado de um projecto de investigação multidisciplinar, originalmente intitulado Os Gabinetes Coloniais de Urbanização – Cultura e Prática Arquitectónica, desenvolvido entre 2010 e 2013, e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Envolvendo investigadores de diferentes formações (arquitectos, historiadores, arquivistas, geógrafos, sociólogos) oriundos de distintos centros portugueses de investigação, o projecto partiu da parceria entre três instituições: o ISCTE-IUL (sendo mais tarde integrado no DINÂMIA’CET), o Arquivo Histórico Ultramarino do Instituto de Investigação Científica Tropical (AHU/IICT) e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

No ano lectivo de 2012/2013, o projecto foi levado para a sala de aula durante as sessões de História de Arquitectura Portuguesa do Mestrado Integrado em Arquitectura do ISCTE-IUL. Os alunos foram então desafiados a completar o olhar experiente dos investigadores e a produzir as suas próprias leituras em Construir em África – Arquitectura do Gabinete de Urbanização Colonial em Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique (1944-1974). Este trabalho encontra-se parcialmente sintetizado através dos redesenhos que formam o tapete de chão, e das maquetas expostas.

Por fim, o convite lançado pelo CCB, em Janeiro de 2012, aos agentes culturais  portugueses para a apresentação de sugestões a integrar na programação, e posterior selecção da proposta por Dalila Rodrigues, após ter criado a Garagem Sul – Exposições de Arquitectura, acabaria por permitir fechar o ciclo, abrindo definitivamente a academia ao espaço público.”

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