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Experiências Culturais

DE REGRESSO!

2º CICLO DOS ENCONTROS MENSAIS SOBRE EXPERIÊNCIAS CULTURAIS
Ciclo performativo

9 DE NOVEMBRO, 14.30 – 17:00 | ARTES PERFORMATIVAS, ARQUITETURA, PARTICIPAÇÃO
A experiência de um programa de artes performativas a partir do SAAL.
Contada por Cristina Grande e Luísa Veloso.

Cristina Grande (Programadora do Serviço de Artes Performativas da Fundação de Serralves)
Luísa Veloso (Professora e investigadora, CIES-ISCTE-IUL)

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Organização:
DINÂMIA’CET-IUL
CIES-IUL
CHAIA-UE
com o Apoio do Mestrado em Estudos de Teatro, FL-UL

Coordenação
Idalina Conde (CIES/ ISCTE-IUL)
Vera Borges (DINÂMIA’CET-IUL / ISCTE-IUL e ICS)
Helena Murteira (CHAIA / Univ. de Évora)
Adelaide Rocha (gestora cultural)
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Com estes Encontros pretendemos dar voz aos profissionais, ouvi-los contar a sua história e as suas experiências no mundo das artes contemporâneas. O nosso objetivo é proporcionar conhecimento e debate sobre um leque diversificado de casos, de micro a macro instituições e projetos, nas áreas da política, gestão, criação, mediação e intervenção cultural e artística. Cada encontro mensal apresenta a experiência de um caso, comentada por outro convidado e em debate com o público.

ORADORES E COMENTADORES 

Cristina Grande
Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com uma pós-graduação em Gestão das Artes pelo Instituto Nacional de Administração em Oeiras, organizado em colaboração com o Departamento de Gestão das Artes da Universidade de Columbia de Nova Iorque. Coordenadora do Serviço de Artes Performativas da Fundação de Serralves desde 1990, com a responsabilidade executiva e de produção de atividades culturais paralelas às exposições e de programas nas áreas da Música Experimental, do Cinema e do Vídeo, do Jazz, da Performance e da Dança Contemporânea. É responsável pela programação de Dança Contemporânea e Performance do Auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, desde 2000. Deste período, destaca a organização da residência artística Mugatxoan, dirigida por Ion Munduate e Blanca Calvo, realizada desde 2002 em parceria com a instituição Arteleku (Espanha), e a programação do Festival Trama com um colectivo de programadores (Pedro Rocha, Fundação de Serralves), Rita Castro Neves (festival Brrr_Live Art), e Paulo Vinhas (Matéria Prima). Responsável pela programação de Dança Contemporânea (2000-2002), no Teatro do Campo Alegre da Fundação Ciência e Desenvolvimento, no Porto. Integrou ainda o observatório Crítico do projecto de apoio à criação artística “Jovens Artistas Jovens”, para a selecção dos projectos performativos (2006). Desde Maio de 2010, integra o comité de peritos dos Fundos Roberto Cimetta para as áreas da Dança e Performance. Foi co-responsável pelo programa performativo que coincidiu com a exposição dedicada ao SAAL, em Serralves, onde se discutiu e explorou a participação nas artes e na arquitetura. Mais recentemente, é co-curadora das edições da iniciativa ”O Museu como Performance”, um eixo de programação do Museu de Serralves que sublinha a crescente importância da performance na arte contemporânea.

Luísa Veloso
Professora do Departamento de Sociologia do ISCTE-IUL (Instituto Universitário de Lisboa) e investigadora do CIES-IUL. Doutorada em Sociologia, tem investigado sobretudo nas áreas do trabalho, profissões, emprego, economia e organizações, Inovação e identidades sociais. Um dos seus mais recentes projetos de investigação, coordenado em parceria com Frédéric Vidal, aborda as representações do trabalho no cinema português, tendo sido publicado pelas Edicões 70 (“O trabalho no ecrã”). Desenvolve atividades várias em colaboração com instituições culturais e artísticas, nomeadamente com Rumo do Fumo, Fundação de Serralves, Cinemateca Portuguesa, Circular, Associação Cultural.

COORDENAÇÃO DOS ENCONTROS

IDALINA CONDE
Professora na Escola de Sociologia e Políticas Públicas do ISCTE-IUL Instituto Universitário de Lisboa e membro do CIES – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia. Doutorada em sociologia com especialização em arte e cultura, e prepara a agregação académica. Co-fundadora do Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação no ISCTE-IUL. Participou em comissões de avaliação e júris da Secretaria de Estado / Ministério da Cultura e integrou a comissão de acompanhamento do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística (PGCCA, 2004-08). Na formação promoveu cursos e workshops e ações igualmente noutras instituições. Realizou e participou em diversos projetos de investigação, alguns de âmbito europeu associados ao ERICARTS – European Institute for Comparative Cultural Research e OAC – Observatório das Atividades Culturais. Autora de numerosas comunicações e publicações com apresentação regular em Portugal e no estrangeiro sobre domínios culturais e artísticos, abordagens biográficas e iconográficas. Desenvolve uma linha sobre a Europa em Visão Cultural que cruza iconografias do património histórico e arte contemporânea com as principais problemáticas e agendas europeias. É membro da APS – Associação Portuguesa de Sociologia e colaboradora da AIAM – Amitiés Internationales André Malraux a quem se deve a noção de museu imaginário que atravessa algumas publicações em curso: Il Cavallo de Leonardo: História, Imaginário e Legados; Andy Warhol com Leonardo: de Monalisa a Cristo. Outros livros em preparação: Reencontro com Sarah Affonso (1899-1983); Falar da Vida: Biografia, Memória e História; Receção da Arte e Literacia Cultural.

VERA BORGES
Investigadora no Dinâmia’Cet, ISCTE-IUL, e Investigadora Associada no ICS-UL. Doutorada em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e FCSH-UNL. Em 2005, integra a equipa do ICS-UL e com M. V. Cabral investigada a profissão dos arquitetos em Portugal. Entre 2014 e 2015, dirigiu o projeto Estudo analítico das estruturas culturais portuguesas apoiadas pela DGArtes. Com o ICS, foi co-autora da pesquisa Mapear os recursos, levantamento da legislação, caracterização dos atores e comparação internacional. Atualmente, dirige a cadeira de Políticas Culturais, no Mestrado de Estudos de Teatro e desenvolve o projeto “Reputação, mercado e território. Entre o teatro e a arquitetura”. Tem publicado inúmeros artigos e livros, dos quais se destacam: Todos ao Palco!, O Mundo do Teatro em Portugal, Teatro, Prazer e Risco, Profissão e Vocação: Ensaios sobre grupos profissionais (com A. Delicado e S. Dix); Criatividade e Instituições (com P. Costa) e na Análise Social (com. P. Costa e C. Ferreira), Desvendando o Teatro: Criatividade, Públicos e Território.

HELENA MURTEIRA
Historiadora de Arte. Doutorada pela Universidade de Edimburgo em história da arquitetura e urbanismo. Trabalhou na Fundação Calouste Gulbenkian, desde 1987. Nesta instituição, foi co-coordenadora do Arquivo de Arte, coordenadora das áreas de teatro e dança do Serviço de Belas-Artes e colaboradora do setor das artes performativas e cinema. Foi professora convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É membro da Comissão Científica do CHAIA- Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora. Investigadora nas áreas da história da arquitetura e do urbanismo e do património cultural e digital. Coordenadora do projeto em arqueologia virtual “City and Spectacle: a vision of pre-earthquake Lisbon” (http://lisbon-pre-1755-earthquake.org/) e “Connecting Cities: a network of research on digital heritage and urban history” (com Alexandra Câmara e Paulo Simões Rodrigues – CHAIA, Universidade de Évora).

ADELAIDE ROCHA
É licenciada em Economia pelo ISEG. A maior parte da sua vida profissional foi dedicada à gestão, nomeadamente de instituições e projetos culturais. O Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis, o Gabinete de Planeamento do Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, a Europália 91- Portugal, a Lisboa 94 Capital Europeia da Cultura, o Centro Cultural de Belém, o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais e a Câmara Municipal de Lisboa fizeram, entre outros, parte desse percurso. Atualmente participa, como consultora, nos projetos “Lavrar o Mar, as Artes no Alto da Serra e na Costa Vicentina” e “Festival TODOS Caminhada de Culturas”. É presidente da Comissão Executiva da Fundação Aristides de Sousa Mendes.

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SESSÕES ANTERIORES

27 DE OUTUBRO, 14:30 – 17:00 | ARTES PERFORMATIVAS E PATRIMÓNIO LOCAL
Cidades e territórios – lugares de ressonância da arte.
Giacomo Scalisi (diretor artístico do Festival Lavrar O Mar)
Comentadora: Adelaide Rocha (Gestora Cultural) e Vera Borges (Investigadora, DINÂMIA’CET-IUL).

Apresentação da Sessão
Sempre pensei que a realidade de uma grande cidade é feita de relações complexas que quotidianamente se tecem entre as pessoas e os lugares. Assim, as cidades transformam-se muitas vezes em laboratórios de experimentação da vida quotidiana: ser, pensar, estar, viver.

Falaremos sobre a cidade como lugar de ressonância de uma arte cosmopolita e intercultural. Um diálogo costante entre a memoria de uma cidade e as pessoas que a habitam.

Falaremos de uma dinamica cultural que pretende construir uma nova dimensão cultural e artística para a região do sudoeste algarvio, investigar e agir sobre o papel da criação artística no desenvolvimento deste território através dos seus seguintes motores: Natureza e Cultura/Turismo e Economia.

Falaremos de projetos que afirmam a cultura como uma necessidade imprescindível, sobre a qual é possível construir melhores condições de convivência entre as pessoas.

Três projetos de escuta da cidade e:

  • O Festival Todos, caminhada de culturas Viajar pelo mundo sem sair de Lisboa
  • O Teatro das Compras
  • Pasta e Basta | Un mambo italiano Teatro culinário interculturalinguístico

Um projecto de escuta do territorio

  • Lavrar o Mar – As artes no alto da Serra e na Costa Vicentina .
  • Aljezur e Monchique
Giacomo Scalisi

Diretor artístico de alguns dos festivais de artes e cultura mais interessantes e reconhecidos por diferentes públicos. O seu trabalho destaca-se pela conceção e criação dos programas de espetáculos, exposições e formação nas áreas do teatro, dança, música, novo circo, artes plásticas e novas tecnologias. Com Madalena Victorino,  foi o diretor artístico do projeto Percursos, Festival Europeu de Artes do Espetáculo para um Público Jovem. Desde 2009, dirige O Teatro das Compras, no âmbito das Festas da Cidade de Lisboa. Em 2011, cria e dirige Movimenta-te: Trajetórias de programação cultural em rede, um projeto de trabalho com e sobre Faro, Loulé, S. Brás de Alportel, Olhão e Tavira. Entre 2009-2017, em colaboração com Miguel Abreu e Madalena Victorino, concebeu e produziu o Festival Todos, Caminhada de Culturas, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, do programa Glem Lisboa Encruzilhada de Mundos e da Academia de Produtores Culturais, realizada no Jardim do Campo de Santana. Ultimamente, destaca-se o Festival Lavrar O Mar que concebeu com Madalena Vitorino. O Festival promove a região de Aljezur e Monchique. A ideia é agora desenvolver e mostrar projetos que entrelaçam as práticas artísticas contemporâneas com a memória e o conhecimento ancestral destes locais e dos seus habitantes.